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ESPECIALISTAS ELOGIAM ESTUDO SOBRE BACTÉRIAS EM “OLHO SECO” REALIZADO NA UNOESTE

A autora do experimento, Carolina Pereira, pesquisou a eficácia de antibióticos diante da infecção

Um experimento científico sobre o perfil da sensibilidade microbiana de bactérias isoladas nos olhos de cães com ceratoconjutivite seca, doença conhecida popularmente como “olho seco”, foi realizado pela médica-veterinária e professora da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste, Presidente Prudente/SP), Carolina Silva Guimarães Pereira, e elogiado pela pesquisadora Márcia Marinho, da Universidade Estadual Paulista (Unesp, Araçatuba/SP).

No estudo, desenvolvido Unoeste, foi visto que as bactérias provocam no olho a infecção que tem sido tratada como questão secundária e, por isso, muito pouco pesquisada. Foram encontrados casos de resistência bacteriana, evidenciando a importância da identificação. Porém, o que mais chamou a intenção da pesquisadora avaliadora foi o uso de drogas não encontradas comercialmente e a detecção de bactérias resistentes.

A autora do experimento, Carolina, pesquisou a eficácia dos antibióticos cloranfenicol, tobramicina, ofloxacina e moxifloxacina, levando em consideração a sensibilidade variável em relação aos antibióticos testados, de acordo com a espécie considerada. Obteve-se a remissão da infecção bacteriana após 15 dias, alcançando 100% dos animais tratados topicamente com os antibióticos selecionados pela sensibilidade. “Foram detectadas três linhagens da bactéria Staphylococcus pseudintermedius multirresistentes, cada uma com um tipo de sensibilidade”, relata.

Houve um animal sensível à cefazolina; outro à vancomicina; e um terceiro à poliximina B e amicacina. Carolina constatou que a emergência de linhagens quinolona-resistentes de Staphylococcus pseudintermedius, enquanto agentes de prevalência mais alta, reforça a necessidade de identificação da bactéria envolvida e perfil de sensibilidade microbiana, podendo a infecção secundária ser um fator agravante e perpetuante da ceratoconjutivite seca. Como narrado, o experimento envolveu 65 cães diagnosticados com e doença e 30 cães saudáveis para o grupo controle.

Para o experimento foram coletadas mostras conjuntivais e realizados exames microbiológicos: cultura em aerobiose, antibiograma e Concentração Inibitória Mínima (CIM) para os antibióticos cloranfenicol, tobramicina, ofloxacina e moxifloxacina. Sobre a sensibilidade dos antibióticos testados, a polimixina B, a tobramicina e o cloranfenicol obtiveram maior percentual em relação à tetraciclina. Os resultados do CIM, com a seleção das 15 cepas mais residentes do Staphylococcus pseudintermedius, houve maior sensibilidade à tobramicina quanto a ofloxacina e moxifloxacina. Sobre as 15 cepas mais residentes dos Gram-negativos, ocorreu excelente sensibilidade da ofloxacina, moxifloxacina, tobramicina e cloranfenicol.

O estudo, orientado pela Dra. Silvia Maria Caldeira Franco de Andrade, que em sua linha de pesquisa tem promovido vários experimentos oftalmológicos, teve como coorientador o Dr. Rogério Giuffrida, também avaliador juntamente com a Dra. Márcia Marinho. Durante as arguições, na defesa pública da dissertação produzida por Carolina, os três pesquisadores evidenciaram a importância do estudo. Giuffrida também chamou a atenção para o enfoque em relação aos resultados de medicação que não são usais para os olhos.

A orientadora disse ser muito difícil o trabalho que exige atendimento, como ocorreu nesse caso em que alguns proprietários de cães desistiram, mas os que mantiveram seus animais inseridos no experimento, o fizeram por sentirem confiança no trabalho científico. Ao final da banca, no dia 06 de maio, Carolina, ao ser aprovada para receber o título de mestre em Ciência Animal junto à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da Unoeste, agradeceu, especialmente, a orientadora e aos demais envolvidos no processo.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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