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Especialistas explicam quais os sinais e tratamentos para hiperlipidemia

Entre os sinais que acometem os pets, estão: aumento na ingestão hídrica, volume urinário entre outros

Entre os sinais que acometem os pets, estão, aumento na ingestão hídrica, volume urinário, cansaço fácil, entre outros

Algumas doenças são comuns e bem perigosas para os pets, entre elas a hiperlipidemia em cães. Uma doença que aparece frequentemente em clínicas veterinárias, além de ser uma enfermidade que precisa de atenção durante o diagnóstico e tratamento.

“A hiperlipidemia secundária, é a causa predominante na rotina clínica e ocorre devido a doenças sistêmicas (em geral endocrinopatias). Essa divisão norteia nosso raciocínio no processo investigativo e nos ajuda na comunicação com o tutor ao desenharmos as etapas a serem passadas”, explica a 2ª Secretária da Associação Brasileira de Endocrinologia Veterinária (ABEV), professora de Semiologia e Clínica Médica de Pequenos Animais na Universidade Santo Amaro (UNISA), Vanessa Uemura da Fonseca. 

A forma secundária 

Segundo a sócia-fundadora da ABEV, sócia-proprietária do CVAL Consultórios Veterinários e MV Minds Educação Continuada e Pesquisa Clínica, Márcia Marques Jericó, afirma que a enfermidade atinge “ao menos, 90% dos casos de hiperlipidemia, representados por endocrinopatias, como diabetes mellitus, hipercortisolismo (ou Síndrome de Cushing), hipotireoidismo e a obesidade. Também, estão inseridos nas causas secundárias o uso crônico de medicamentos, como barbitúricos e glicocorticoides”.

A médica-veterinária com especialização em Endocrinologia e Metabologia, professora da Universidade de Sorocaba (Uniso) e da Pós-graduação da Faculdade Qualittas, sócia-proprietária da Endocrinologia Veterinária em Sorocaba e Região (Endocrinocare), Paula Nassar De Marchi, revela que outras causas de hiperlipidemia secundária, são: dieta rica em gordura, síndrome nefrótica, uso de alguns medicamentos, como corticóide e fenobarbital.

Entre os sinais que os pacientes podem apresentar, estão: “aumento na ingestão hídrica e volume urinário, ofegância, cansaço fácil, acúmulo de placas de gordura na pele, formação de “placas de gordura” na córnea (o que é percebido pelo tutor como mancha no olho e pode interferir na acuidade visual), alterações relacionadas à vesícula biliar, predispondo à formação de cálculos no órgão, o que pode ocasionar dor abdominal e episódios de vômito”, afirma Paula.

Márcia Jericó conta que o diagnóstico se dá pela elevação dos níveis séricos, ou plasmáticos, de colesterol e triglicérides, em jejum alimentar de 12 horas. “O diagnóstico da hiperlipidemia primária é de exclusão, ou seja, não se encontra evidências na pesquisa diagnóstica, para obesidade, diabetes mellitus, hiperadrenocorticismo ou hipotireoidismo. Nem existe relato de uso crônico de medicamentos como fenobarbital ou glicocorticoide”.

Tratamento

Especialistas explicam que, o tratamento da hiperlipidemia secundária depende da gravidade do caso e das complicações. 

Vale ressaltar que a dieta saudável e equilibrada com redução de gordura, seja tirando petiscos ou modificando a composição da alimentação principal, pode resultar em normalização dos valores de triglicérides ou colesterol o que auxilia no processo de tratamento. 

Para conferir outros tipos de hiperlipidemia e formas de tratamento, acesse a reportagem completa em nossa revista on-line, clicando aqui.

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