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ESTABELECIMENTOS QUE VENDEM ANIMAIS DEVEM POSSUIR UM RESPONSÁVEL TÉCNICO

Profissional deve impedir qualquer tipo de sofrimento aos pets

Profissional deve impedir qualquer tipo de sofrimento aos pets

A exposição de animais para venda ou doação é uma prática comum no Brasil. Ela é realizada principalmente em feiras, pequenas lojas e até mesmo à beira das estradas. Dependendo do local, podem ser encontrados para venda cães, gatos, coelhos, galinhas, galos, pássaros ornamentais, entre outros. 

Na maior parte das vezes, os animais são expostos em gaiolas que são mantidas na frente dos estabelecimentos e em ambientes com a maior circulação de potenciais compradores. Em muitos casos, os animais são alojados em espaços minúsculos e há falta de água e alimentação. O contato direto com fezes e urina acaba sendo uma ameaça à Saúde Única: de animais, seres humanos e do meio ambiente.  

Alguns estabelecimentos não seguem a determinação de que é obrigatória a presença de um médico-veterinário como responsável técnico. A Resolução CFMV nº 1069/2014 estabelece princípios e normas para garantir a segurança, a saúde e o bem-estar dos animais que estiverem sob o cuidado de pet shops, parques de exposição e feiras agropecuárias. Uma das obrigações do médico-veterinário responsável técnico é orientar os proprietários dos estabelecimentos sobre a necessidade de restrição do acesso direto da população aos animais disponíveis para comercialização. “O contato deve acontecer somente nos casos de venda iminente. Essa medida pode evitar, por exemplo, que os animais em exposição sejam infectados por possíveis doenças levadas nas roupas das pessoas”, exemplifica o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV, Brasília/DF), Benedito Fortes de Arruda. 

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Estresse e o conflito com outros animais pode levar pets à morte (Foto: reprodução)

Muitos animais que estão à venda têm problemas físicos e demostram fragilidade para resistir ao clima quente e ventilação precária que caracterizam esses locais. Confinados em péssimas condições, o estresse e o conflito com outros animais acaba levando à morte. “Há necessidade de estarmos vigilantes e instrumentalizados para evitar o que muitas vezes parece tão normal que se torne invisível aos nossos olhos. Há práticas que devem ser aprimoradas ou banidas em determinadas circunstâncias. Um exemplo é a tradição de comercializar animais vivos em mercados públicos”, afirma a médica-veterinária integrante da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal (Cebea/CFMV), Ceres Faraco. 

De acordo com os princípios básicos de bem-estar, há consenso entre pesquisadores e profissionais de que essa forma de comercialização provoca sofrimento aos animais e, frequentemente, dor como resultado das condições sob as quais eles ficam expostos.

Esses e outros assuntos serão debatidos no IV Congresso Brasileiro de Bioética e Bem-estar Animal, entre os dias 18 a 20 de abril de 2017, em Porto Alegre (RS). 

Fonte: CFMV, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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