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Estudo reafirma que raça, de fato, não determina o comportamento de cães

Levantamento contou com a colaboração de mais de 18 mil tutores de pets para abordar o tema

A investigação, publicada na revista científica Science e divulgada pelo The New York Times, descobriu, por exemplo, que a raça não tem nenhum efeito perceptível nas reações de um cão a algo que encontra que seja novo ou estranho.

Contra o estereótipo do Pit Bull como cão agressivo, este animal teve uma pontuação alta na sociabilidade humana. Já a ascendência do Labrador Retriever não pareceu ter qualquer correlação significativa no mesmo sentido.

Apesar disso, a autora do estudo, Elinor Karlsson, do Broad Institute and the University of Massachusetts Chan Medical School, nota que isto não significa que não existam diferenças entre raças. Se for adotado um Border Collie, a probabilidade de este ser mais fácil de treinar e de se interessar por brinquedos “vai ser maior do que se adotarem um cão de montanha dos Pirenéus”.

Contra o estereótipo do Pit Bull como cão agressivo, este animal teve uma pontuação alta na sociabilidade humana (Foto: reprodução)

Em média, a raça representou apenas cerca de 9% das variações no comportamento de qualquer cão. Além disso, nenhum comportamento se restringia a qualquer raça, mesmo os uivos, embora o estudo tenha descoberto que o comportamento estava mais fortemente associado a raças como Huskies Siberianos do que com outros cães.

No entanto, os investigadores também descobriram que os padrões de comportamento são fortemente herdados. Os comportamentos que estudaram tiveram uma heritabilidade de 25%, uma medida complexa que indica a influência dos genes, mas depende do grupo de animais estudados. 

Dessa maneira, o estudo conclui que os comportamentos dos cães são fortemente herdados, mas que os genes que moldam se o cão é amigável, agressivo ou distante datam muito antes do século XIX, quando a maioria das raças modernas, como as reconhecidas pelo American Kennel Club, foi criada. Desde então, a reprodução tem sido principalmente por razões de características físicas.

A médica-veterinária diretora do Penn Vet Working Dog Center na Universidade da Pensilvânia, Cynthia Otto, e que não esteve envolvida no estudo, considera que este levantamento “faz todo o sentido”. “Acho que há traços comportamentais mais comuns em algumas raças do que em outras, mas a variação individual é muito alta dentro de uma raça”, conclui.

Fonte: Veterinária Atual, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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