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ESTUDOS MOSTRAM OS BENEFÍCIOS DO PASSEIO PARA CÃES E SEUS TUTORES

Atividade pode suprir parte das necessidades semanais de exercícios físicos

Os benefícios do exercício físico já são inquestionáveis, mas, ainda assim, existe uma grande resistência em inserir prática à rotina. Isso é decorrente de fatores biológicos e, para conseguir aderir as atividades, muitos buscam estratégias mais prazerosas e a caminhada com o cão pode ser uma delas.

A recomendação padrão de exercícios moderados é de 150 minutos semanais. Os tutores que começam a caminhar com seus cães já suprem boa parte dessa necessidade, de acordo com a frequência. O grande diferencial da atividade é que também será benéfica para o animal.

E como a iniciativa, geralmente, é mais difícil de se obter, a pesquisadora e professora de cinesiologia da Universidade de Massachusetts (EUA), Katie Becofsky, realizou um estudo a partir de um curso para adestramento. O objetivo das aulas para os tutores era de conseguirem ter maior controle sobre o animal durante os passeios. Entretanto, com as atividades realizadas em aula, era possível registrar alguns padrões comportamentais.

Para otimizar os resultados do estudo, Katie solicitou que os tutores realizassem diários detalhando os passeios realizados fora do horário de aula. A pesquisadora observou que, apesar de ser um crescimento ínfimo, o número de saídas com os cães havia aumentado. A baixa adesão, no entanto, foi decorrente do clima chuvoso da região.

O estudo aconteceu durante um período prolongado de chuva e frio na área, assim, o aumento da duração dos passeios com os cachorros, ainda que pequeno, foi notável. Segundo ela, o mais importante é que a maioria dos participantes relatou se sentir mais próximos dos cães e felizes com seu comportamento posterior.

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Pesquisa mostra que o tempo que atividadetambém começa a aumentar após adesãoao hábito (Foto: reprodução)

A pesquisadora revelou que pretende realizar um estudo maior, novamente, com aulas de obediência, mas, desta vez, deixando claro que a intenção do programa é aumentar a atividade física dos donos. Ela também planeja estudar separadamente padrões de movimento escolhidos pelos cães, com e sem guia, utilizando monitores de atividade para os cachorros.

Quem não tem cão. Um estudo utilizou como fonte de pesquisa um grupo conhecido pela baixa adesão as atividades físicas: os universitários. Desta vez, os estudantes receberam um incentivo da Universidade da Carolina Oriental (Campus de Greenville/Carolina do Norte) para levarem os cães para passear.

O recurso foi a criação de uma aula de educação física valendo créditos centrada em levar cães para passear. Alunos matriculados na aula visitavam um abrigo para animais duas vezes por semana e durante 50 minutos levavam um dos cães até um parque vizinho enquanto utilizavam um pedômetro.

Os resultados foram positivos e surpreendentes para os estudados. Os dados dos aparelhos demonstraram que os alunos, em média, davam 4.500 passos, cerca de 3.600 metros de caminhada, durante cada sessão com um cachorro. “A maioria deles se surpreendia por caminhar tanto. Eles falavam que o tempo passava rapidamente e não haviam sentido que estavam se exercitando”, diz a professora da Universidade, Melanie Sartore-Baldwin.

Outro ponto importante destacado pelos estudantes foi o prazer em ver os cães mais felizes durante os passeios, o que trazia uma sensação de satisfação. “Isso fez com eles se sentissem melhor consigo mesmos e com a experiência como um todo”, declara Sartore-Baldwin.

A adesão também foi surpreendente, segundo a pesquisadora, poucos estudantes faltavam e a aula já tem fila de espera. Além disso, outras universidades demonstraram interesse em usar o programa de incentivo. “Há algo muito cativante em passar tempo com um cachorro muito satisfeito, e assim é possível conseguir dar facilmente 4.500 passos antes das 10h.”

Fonte: Gaúcha ZH, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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