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    EUA TRABALHAM EM VACINA PARA PREVENÇÃO DO CÂNCER CANINO

    Com mais de 800 cães participantes, segue em curso o que pode ser considerado um dos maiores ensaios clínicos dentro da Medicina Veterinária. As universidades da Califórnia, Colorado e Wisconsin trabalham juntas, em uma vacina preventiva ao câncer canino.

    EUA TRABALHAM EM VACINA PARA PREVENÇÃO DO CÂNCER CANINO
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    8 de janeiro de 2020
    Última atualização: 23/11/2020 - 16:03

    Com mais de 800 cães participantes, segue em curso o que pode ser considerado um dos maiores ensaios clínicos dentro da Medicina Veterinária. As universidades da Califórnia, Colorado e Wisconsin trabalham juntas, em uma vacina preventiva ao câncer canino.

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    De acordo com o material disponibilizado pelo portal online Veterinária Atual, o Estudo de Vacinação contra o Cancro Canino (ensaio VACCS) tem como objetivo avaliar uma nova estratégia de vacinação para a prevenção (não tratamento) da patologia.

    O material elaborado poderá abranger cerca de 30 proteínas anormais encontradas nas células cancerígenas, resultado de ácido ribonucleico (RNA) incorretamente codificado.

    Perante a pesquisa, é esperado que ao vacinar os animais saudáveis com as proteínas, juntamente com uma substância que estimula respostas imunológicas, o medicamento possa servir como defensor universal contra o câncer, ativando o sistema imunológico do cão. A vacina poderá agir contra alguns canceres comuns a espécie, entre o linfoma, osteossarcoma, hemangiossarcoma e mastocitomas

    Durante o processo de ensaio, que tem como período determinado de cinco anos de duração, os cães, com idades entre os seis e os dez anos, receberão várias vacinas, ou um placebo, e viverão em casa, sendo examinados duas a três vezes por ano.

    Para o professor e oncologista da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Wisconsin-Madison, David Vail, a pesquisa testará uma forma nova de criar uma resposta imunitária anticancerígena. “Ter o sistema imunológico preparado de tal forma que, se uma célula cancerígena se desenvolver, a vacina irá atacar”, afirmou.

    No entanto, o professor Stephen Johnston, da Universidade do Estado do Arizona, que desenvolveu a vacina, afirma que ela pode não ser eficaz, mas é provavelmente a única abordagem a este tipo de vacina.  “Sentimos que temos de a experimentar. As implicações do sucesso seriam enormes – para cães e pessoas”, indagou.

    Fonte: Veterinária Atual, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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