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EXPANSÃO DE CONHECIMENTO É UM DOS RETORNOS TRAZIDOS PELO PIAC, DA OUROFINO

7ª edição do prêmio reforçou o objetivo do projeto: o estímulo à pesquisa

7ª edição do prêmio reforçou o objetivo do projeto: o estímulo à pesquisa

Cláudia Guimarães, da redação

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Incentivar a produção de novas pesquisas científicas. Esse é um dos pilares do Programa de Incentivo ao Aperfeiçoamento Clínico (PIAC), realizado pela Ourofino Pet (Cravinhos/SP). Em sua 8ª edição, organizada no dia 14 de fevereiro, na sede da empresa, novos trabalhos tiveram seu potencial reconhecido e, assim, foram premiados como as duas pesquisas melhor elaboradas.

Em um dos estudos, o da residente de diagnóstico por imagem da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR, Curitiba/PR), Vanessa Grendel, foi utilizado o Maxicam Plus como o princípio ativo da pesquisa, para o “Projeto Armário”. Vanessa conta que foram utilizados oito cães, sendo que, em quatro, foi empregado o princípio ativo e os outros quatro foram de placebo. “Avaliamos por dois meses esses animais, tanto a parte gástrica, quanto a parte renal. Realizamos a avaliação ultrassonográfica de todos em três momentos, momento 0, momento 30 e momento 60 e também fizemos a parte de avaliação bioquímica renal. Correlacionando esses resultados, conseguimos analisar que o Maxicam não tem tanto efeito deletério quanto é dito. É claro que o número de animais ainda é pequeno, mas nesses quatro cães já tivemos um resultado bem legal do trabalho”, relembra. Além do relato do estudo, a pesquisadora selecionada também conta como foi o momento em que recebeu a informação de que ficou em primeiro lugar no prêmio: “Quem me deu a notícia foi a nossa promotora da Ourofino, Luana, quando estava toda a equipe reunida, então todos ficaram felizes juntos”.

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Primeira colocada Vanessa Grendel e a segunda Eluara Ortigoso Alvarenga definem o PIAC como um estímulo ao conhecimento profissional (Foto: C&G VF)

Já a residente do primeiro ano da Universidade Cruzeiro do Sul (São Paulo/SP), Eluara Ortigoso Alvarenga, por sua vez, realizou um trabalho com o uso de Prediderm no tratamento da miosite do músculo mastigatório por um mês em um cão de cinco anos da raça Golden Retriever. “Esse caso apareceu para mim e o cão já não comia por algumas semanas, emagreceu bastante e não abria a boca de forma alguma. Fizemos a biópsia e diagnosticamos o problema”, salienta. Foi este caso exclusivo que a deu a ideia de mandar o estudo para o PIAC. “Em 15 dias, já tivemos um ótimo resultado e em um mês foi 100%, ele começou a comer e beber água normalmente”, insere. A aluna estava no hospital da universidade quando recebeu o e-mail dizendo que ela era uma das vencedoras. “Minha coordenadora estava em reunião, eu abri a porta e disse que fui segundo lugar no PIAC, foi uma experiência bem legal”, comemora.

“Estímulo” é a palavra utilizada pela primeira colocada, Vanessa, para descrever o PIAC. “Nos incentiva a escrever, estudar, produzir e, além de tudo, acabar ensinando os alunos que estão junto com a gente. Por mais que já seja rotineiro escrever para a faculdade, o PIAC é um estímulo até pelo concurso em si, concorrer com o Brasil inteiro, mandar um relato de caso e ter a possibilidade de ganhar é gratificante”, pondera. Eluara completa alegando que esse estímulo também é um efeito para a produção de trabalhos científicos e a realização de mestrado. “Enfim, o PIAC encoraja a estudar para busca de um bem ao animal e nosso também, de conhecimento próprio e profissional”.

O PIAC, como comenta a gerente de Produtos da Ourofino Pet, Andrea Savioli, é um projeto que nasceu há oito anos e possui alguns objetivos pilares. “Um deles é o relacionamento, já que buscamos ter um contato forte com o médico-veterinário, por isso temos várias iniciativas que sustentam, fomentam e estreitam esse relacionamento e enxergamos o PIAC como um desses projetos. Ele é derivado, na verdade, da nossa presença com os produtos dentro do hospital veterinário, onde os médicos-veterinários, mesmo antes de se formar, já conseguem ter acesso a todo o nosso portfólio e aplicar tanto nas situações mais óbvias de utilização como extrapolar isso pra algo mais inusitado”, declara.

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Segundo a gerente de Produtos da Ourofino Pet, Andrea Savioli, é preciso ter um olhar minucioso para escolher os vencedores (Foto: C&G VF)

É exatamente aí que surge, na verdade, o conceito do PIAC, um estímulo para que exista produção científica dentro da graduação. Andrea destaca que os alunos têm a oportunidade de fazer um uso diferente por vários aspectos, em casos clínicos inusitados, e possuem a oportunidade de descrever, realizar o relato de caso propriamente. “Assim, acreditamos que estamos estimulando o aluno a ter um olhar mais científico, a se interessar um pouco mais para a ciência e pesquisa”, fomenta.

Segundo a gerente, o objetivo está sendo alcançado, já que, a cada edição, a Ourofino recebe bons relatos, tornando difícil a escolha dos dois melhores. “Temos que ter um olhar muito minucioso e detalhista para buscar os diferenciais e vemos que os alunos que participam em edições anteriores, nos manda um novo material e vão pegando a finalidade, o propósito e, assim, acabam vindo relatos ainda melhores dentro disso que esperamos. Então, o PIAC vem sendo positivo e gratificante”.

O projeto é realizado por meio de uma parceria, onde alguns kits com os medicamentos da Ourofino são doados para uso em hospitais veterinários de universidades e, em contrapartida, a empresa aguarda pelos relatos de caso de qualquer universidade do País. Nesta edição, a estudante classificada em primeiro lugar (Vanessa) recebeu uma bomba de infusão para a universidade e outra para ela, e a segunda colocada (Eluara) ganhou um notebook e um estetoscópio, além de uma balança digital para a instituição. Os professores orientadores também foram premiados com notebook e os proprietários dos animais tratados receberam um kit de produtos Ourofino.

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