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Garfield incentivou a adoção de gatos amarelos em todo o mundo

Personagem preguiçoso e comilão acaba de completar 45 anos, mas, será que, se fosse um gato real, seria saudável? Confira as considerações de um médico-veterinário
Por Equipe Cães&Gatos
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Por Equipe Cães&Gatos

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

Quem foi criança, adolescente e, até mesmo, viveu a fase adulta em 1978, conhece bem esse personagem que marcou tantas gerações e, de certa forma, ajudou a espalhar o desejo de adotar um pet. Estou falando do Garfield, dono da frase “Me ame, me alimente, nunca me deixe” e tantas outras marcantes. Mas, falando em alimentar, será que o personagem, que completou, recentemente, 45 anos, fosse um gato real, ele seria, verdadeiramente, saudável?

Antes de descobrirmos, o médico-veterinário clínica escola Anhanguera Taquaral e professor do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, Hernandes da Silva Rocha Junior, lembra que a população de gatos em lares domésticos no Brasil cresce a cada ano e, em relação aos gatos amarelos, não há uma procura específica, porém, é nítido a influência do personagem na decisão do tutor para ter um felino como pet, já que ele é mencionado em várias consultas. “O Garfield mostrou aos tutores que os gatos têm uma personalidade única. Sendo curiosos, brincalhões, preguiçosos e, apesar de terem sua independência, também têm afeto ao seu tutor”, salienta.

Em sua visão, filmes e séries estão presentes na rotina de quase todos nós, o que acaba influenciando alguns comportamentos, inclusive, o de adotar um animal. “Quando nos deparamos com um personagem com características tão marcantes como Garfield, é comum compararmos e lembrarmos do nosso pet, o que faz com que nos tornemos fãs do personagem. Aos que não têm esta espécie como pet, o filme desperta a curiosidade de como é ser o tutor de um animal como este, gerando a busca por um animal dentro do perfil”, analisa.

Alimentação errada do personagem o levou à sua principal característica, que é ser gordinho. Mas, o médico-veterinário reforça que o que muitas pessoas acham fofo nos gatos é um alerta em relação à saúde do animal (Foto: reprodução)

Personalidade e saúde

Todos sabemos que o personagem possui uma forte personalidade, mas será que, na vida real, a cor do gato interfere em seu comportamento? Hernandes Junior diz que, embora não existam muitos estudos correlacionando a cor do felino com sua personalidade, durante suas consultas e experiências, os tutores relatam que os de cor amarelo são mais ativos e peraltas. 

Uma característica peculiar de Garfield é sua paixão por alimentos para humanos, em especial, pela lasanha. Quando questionado sobre qual a importância de conscientizar os tutores de gatos a não oferecerem esse tipo de alimento ao pet, Hernandes lembra que muitos alimentos que são consumidos por humanos podem ser tóxicos aos felinos.  “Além disso, cada espécie precisa de nutrientes específicos, quando o animal não é alimento de forma correta o mesmo pode desenvolver alguns problemas de saúde como obesidade, alterações renais e etc”, frisa.

Esse tipo de alimentação do personagem o levou à sua principal característica, que é ser gordinho. Mas, o médico-veterinário reforça que o que muitas pessoas acham fofo nos gatos é um alerta em relação à saúde do animal. “Atualmente, classificamos a obesidade como uma patologia. Embora os tutores comparem seus pets com o personagem gordinho e acabam achando-o mais bonito, diversos estudos mostram que um felino obeso vive cerca de dois anos a menos em comparação com um animal de mesma faixa etária no peso ideal”, revela.

Para combater a obesidade, Hernandes declara que é importante estimular a atividade física nos gatos em forma de brincadeiras. “Atualmente, no mercado pet, temos diversos brinquedos que aguçam a curiosidade nos bichanos e podem ser um excelente aliado na prevenção tanto contra a obesidade quanto com alterações cognitivas e comportamentais dos animais.  Deve-se destacar, também, que as rações devem ser fornecidas na quantidade correta indicada pelo fabricante ou que o felino passe com um nutrólogo veterinário para que seja formulada a dieta ideal para cada indivíduo”, recomenda.

Caso o tutor tenha um gato já obeso, Hernandes sugere que leve o animal para uma consulta com um médico-veterinário. “Na consulta, será avaliado se há alguma doença concomitante e será feita a prescrição de uma dieta para controle de peso. É importante que, durante o tratamento, o animal seja monitorado periodicamente por um profissional de confiança”, salienta.

Por fim, o profissional cita que é importante que o tutor pesquise as características específicas da espécie antes de adotar. “Sobre os gatos, é importante que saiba que se trata de uma espécie completamente diferente dos cães. Os felinos necessitam de uma quantidade ideal de tigelas de ração; é necessário fontes de água, por se tratar de uma espécie que prefere água corrente; é importante destacar, também, a importância de prateleiras na residência para estimular a cognição e o exercício físico destes animais”, encerra.

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