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HÁ 65 ANOS, SINDIRAÇÕES OFERECE INFORMAÇÕES CIENTÍFICAS AO SETOR

Comitê de Pet do Sindicato estuda como reduzir carga tributária de rações

Comitê de Pet do Sindicato estuda como reduzir carga tributária de rações

Cláudia Guimarães, da redação

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O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações, São Paulo/SP) representa o principal fórum de discussões de todos os temas relacionados à alimentação animal. Entre seus associados, encontram-se fábricas de ração comercial, indústrias de premix, produtores de suplementos minerais, fabricantes nacionais e multinacionais de ingredientes e matéria prima, traders, agroindústrias, granjas, entre outros, representando 90% da produção do setor. 

Todo esse trabalho vem sendo realizado desde 1953 e, em 03 de janeiro deste ano, atingiu seus 65 anos de atividade. Como destacado pelo vice-presidente Executivo do Sindicato, Ariovaldo Zani, a importância do Sindirações para a indústria brasileira do setor de alimentação animal se justifica pelo fato de que empresas privadas não podem, não devem e não conseguem caminhar sozinhas. “Elas precisam realizar um trabalho a quatro mãos com o poder público. Dentro deste cenário, o Sindirações funciona como um elo entre as partes, em favor dos interesses da maioria dos seus associados, como dita a democracia”, comenta. 

Sendo assim, Zani conta que o Sindicato tem atuado como um representante do setor junto ao Ministério da Agricultura, da Indústria e Comércio Exterior, do Ambiente, do Trabalho, da Fazenda/Receita Federal, às Secretarias Estaduais, aos órgãos aduaneiros e entidades nacionais e internacionais, como a Feedlatina e a International Feed Industry Association/IFIF. “No Sindirações, todo associado, independentemente do porte, tem o mesmo direito a voto e atendimento”, revela. 

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Vice-presidente Executivo do Sindicato, AriovaldoZani, fala sobre a importância do Sindirações(Foto: divulgação/Paulo Lopes)

Atuação. Faz parte do escopo da entidade, oferecer assessoria jurídica, trabalhista, tributária, técnica, regulatória e contábil aos associados, de acordo com Zani. “Além disso, realizamos estudos técnicos-científicos, pesquisas mercadológicas e cálculos econométricos e organizamos conferências e seminários científicos. Também promovemos treinamento de profissionais na ciência da qualidade e no aperfeiçoamento técnico a auditores das agências de certificação, fiscais federais, especialistas das industrias e consultores”, elenca. 

O Sindirações ainda conta com comitês para o debate de temas específicos, como métodos analíticos/ensaios laboratoriais, organismos aquáticos, assuntos regulatórios, boas práticas de fabricação, recursos humanos, crédito e cobrança, assuntos tributários, aditivos nutricionais, entre outros. “No comitê de Pet, um grupo de especialistas discute alternativas viáveis para o atendimento das exigências científicas do órgão regulador (rotulagem e benefícios funcionais) e estuda, economicamente, como reduzir a carga tributária e ampliar a comercialização de alimentos para cães e gatos frente às oportunidades impulsionadas pela classe média emergente, a nova classe C, que já representa mais da metade da população brasileira”, narra o vice-presidente. 

Ainda segundo ele, todo o trabalho tem se mantido mesmo diante da Reforma Trabalhista, que categorizou a contribuição patronal como facultativa. “Tem sido um desafio, mas o staff não economiza esforços para manutenção da qualidade dos serviços prestados. Contamos com uma equipe enxuta, com quatro profissionais, incluindo a advogada Amanda Zangrando, o médico-veterinário Bruno Caputi, o administrador Alvino Martins, e eu mesmo. De acordo com instruções dos Conselheiros da entidade, temos racionalizado gastos e otimizado investimentos para garantir a saúde financeira da entidade”, compartilha. 

Uma grande mudança do setor está relacionada à sustentabilidade, como mencionado por Zani, que aponta que os Estados Unidos e a União Europeia têm se mostrado preocupados com o ciclo de vida e pegada de carbono dos insumos utilizados na alimentação animal e, em breve, por meio de uma iniciativa do Sindirações, o Brasil estará, oficialmente, integrado a esse grupo, intitulado Global Feed Life Cycle Assessment Institute/GFLI. “Somos o terceiro maior produtor mundial de rações para animais e imbuídos de demonstrar nosso cuidado com o meio ambiente, incluindo a preservação das florestas. Naturalmente, também temos notado grandes avanços relacionados à tecnologia que acirra a competitividade, seja por meio de processos, equipamentos, instalações ou expertises”, considera. 

Em contrapartida, esse mesmo avanço tecnológico, segundo Zani, tem facilitado a proliferação das temidas “Fake News”, notícias que enganam ou confundem o receptor, principalmente as relacionadas à seleção dos ingredientes, ao processo de produção das rações. “Essa realidade tem trazido ao Sindirações o desafio de manter constante atenção para desmistificar boatos e esclarecer, com base em informações técnicas e científicas, dentro de uma linguagem adequada e entendida pelo público-alvo”, expõe.

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