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III Congresso Internacional MSD discute clínica e uso de redes sociais por veterinários

Durante quatro dias de evento, profissionais e estudantes assistiram às palestras

Cláudia Guimarães, em casa

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Com o objetivo de multiplicar conhecimento e inovações que ajudem na rotina diária do médico-veterinário, a MSD Saúde Animal realizou, entre os dias 18 e 21 de outubro, a terceira edição do MSD International Congress, o evento que, todo ano, traz veterinários nacionais e internacionais de renome para debater o que há de mais atual na clínica.

Os responsáveis por comandar a cerimônia de abertura foram o diretor de Animais de Companhia da MSD, Gustavo Moraes, e o presidente da MSD no Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, Delair Bolis.

Desde a edição presencial do congresso, realizada em 2019, o time pet da MSD duplicou de tamanho (Foto: C&G VF)

Gustavo Moraes disse ser um prazer receber os convidados em mais um evento que foi preparado com muito carinho e focado nos veterinários. “Aproveitem o conteúdo, tragam perguntas, vamos fazer destes quatro dias de evento um momento único e incrível”, desejou. O executivo chamou Delair Bolis para uma comparação: quantas mudanças aconteceram desde o último congresso da MSD realizado presencialmente, em 2019, até aqui, não é mesmo?”, indagou.

Bolis, então, declarou que, durante a pandemia, o digital foi bastante explorado, mas, também, a MSD valorizou a impressão digital do ser humano. “Acho que nesse período de 2019 pra cá, nós humanizamos os pets, mas, também, ‘petisamos’ os humanos e, quando trazemos isso para a saúde animal e, principalmente, para a área pet da MSD, nosso time quase duplicou de tamanho desde 2019, demonstrando o quanto nós acreditamos nesse segmento, o quanto acreditamos nesse negócio”, disse.

No entanto, o profissional destacou que, apesar de todas as mudanças nos últimos anos, algumas coisas não mudaram: “A primeira delas é a paixão da nossa equipe, a dedicação e a responsabilidade da MSD em multiplicar conhecimento e democratizar a ciência, que é o que estamos fazendo nesse congresso. Aqui, assumimos cada vez mais nosso papel de tentarmos nos diferenciar no mercado através do veterinário, levando soluções por meio de nossos serviços”. O presidente ainda lembrou que o negócio de saúde animal pet já e o segundo maior negócio do Brasil “E acredito que, nos próximos 10 anos, será o número 1”, adicionou.

Moraes complementou dizendo que, graças a esse movimento de ‘petisação’, como dito por Bolis, o mercado pet cresceu, absurdamente, durante um período que não foi fácil. “Mas nós estamos no lugar certo, no momento certo e na empresa certa”, comemorou e mencionou algumas plataformas que diferenciam a MSD no mercado, como o Clube Nobivac Vita, programa de benefícios exclusivos que visa oferecer o que há de melhor em produtos e serviços, e a Garantia de Proteção Bravecto, que oferece suporte financeiro para cobrir eventuais custos de seus clientes com consultas, exames diagnósticos e tratamento, em caso de doenças transmitidas por pulgas e carrapatos aos animais de companhia após 21 dias da administração do produto.

Mais jogadores do time

A médica-veterinária e gerente de Produto Pet da MSD, Daniela Baccarin, e o médico-veterinário e gerente de Produto Pet da MSD Saúde Animal, Ahmed A. Álvarez, participaram do congresso destacando algumas iniciativas da MSD.

Daniela está à frente da linha Nobivac de vacinas e, então, tem atuação constante no Clube Nobivac Vita, como já mencionado por Delair Bolis, uma plataforma de sérvios exclusivos dedicado a veterinários com o objetivo de agregar mais valor ao negócio para que, assim, seja possível expandir redes. “Além disso, há o Safe Vet, um seguro que possui como objetivo garantir a tranquilidade e sustentabilidade ao negócio dos clínicos veterinários”, explicou.

Outras iniciativas da empresa, como mencionado por Daniela, são: Universidade MSD, cujo objetivo é disponibilizar conteúdos relacionados às Hard Skills e Soft Skills essenciais para o desenvolvimento dos veterinários; o LembraPets, um serviço de agendamento de lembretes por SMS, oferecido pela MSD Saúde Animal, que otimiza a taxa de resposta e de retorno dos seus clientes;  o Chiller, uma pequena geladeira de parede que permite ao veterinário conservar as vacinas de forma profissional e adequada, agregando valor ao seu atendimento. “Com todo esse leque do Clube Nobivac Vita, veterinários conseguem ficar tranquilos e focar no que, realmente, importa, que é a saúde e bem-estar dos animais”, garantiu.

Sobre o programa de garantia Bravecto, Ahmed Álvarez, frisou que a MSD Saúde Animal Brasil é a primeira empresa no mundo a oferecer garantia dupla na hora de vacinar. “Temos tanta certeza da qualidade e eficácia do nosso produto, que trazemos essa garantia a vocês”, disse.

Testes diagnósticos e doenças virais felinas foram temas apresentados em palestras durante o congresso (Foto: reprodução)

Conteúdo rico e diversificado

A primeira palestra do congresso foi ministrada pela médica-veterinária co-presidente da Comissão Científica (SC) e membro do Grupo de Diretrizes de Vacinação (VGG), da Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA), Mary Marcondes, que falou sobre interpretação de testes diagnósticos para cinomose, parvirose e coronavirose.

Sobre a temática, Mary declarou ser importante lembrar que e necessário mais que um microrganismo para causar doença. “Isso significa que o fato de eu encontrar um microrganismo, por exemplo, dentro de um indivíduo ou em um exame qualquer, não significa, necessariamente, que ele seja o patógeno responsável pelo quadro clínico daquele paciente. Então, é preciso existir uma relação entre o paciente, o patógeno e, às vezes, atá com o meio ambiente para que isso, efetivamente, se transforme em uma doença”, salientou.

Mary ainda comentou que, quando se fala em identificação microscópica do agente etiológico, a primeira coisa que os veterinários devem entender é que a sensibilidade dessa técnica não é muito grande. “Então, muitas vezes, você tem dificuldade de encontrar o agente etiológico, mas o fato de encontrá-lo ajuda bastante na conclusão do diagnóstico. Para isso, é necessária uma avaliação cuidadosa, por exemplo, de um esfregaço sanguíneo”, indicou.

Durante a palestra, a profissional abordou tópicos como a identificação microscópica do agente etiológico; métodos sorológicos, comentando tanto sobre a detecção de antígenos, quanto de anticorpos; testes qualitativos e testes quantitativos; e, também, métodos moleculares.

Outra médica-veterinária que apresentou palestra durante o congresso foi Fernanda Amorim, coordenadora do Serviço de Medicina Felia, do Hospital de Clínicas Veterinárias, e coordenadora do curso de especialização lato sensu, em Clínica Médica de Felinos Domésticos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Fernanda mostrou como investigar e fechar o diagnóstico de doenças virais felinas, em especial, em relação ao herpesvírus felino tipo (FHV-1), calicivírus felino (FCV), panleucopenia felina (FPV), imunodeficiência felina (FIV), conhecida como aids felina, e leucemia felina (FeLV). Segundo a profissional, há muitas dúvidas quanto ao diagnóstico desses vírus e isso implica em uma dificuldade na tomada de decisão, nas orientações a serem passadas ao cliente e resultando, também, em atrasos e falhas no tratamento, o que é muito prejudicial ao paciente.

“É importante que entendermos alguns conceitos básicos sobre testes diagnósticos: toda vez que tentamos diagnosticar, nos deparamos com a dúvida de fazer teste para detectar a presença do agente infeccioso ou um ensaio que identifique a presença ou não de anticorpos. A decisão deve ser tomada baseada em alguns critérios”, frisou.

Fernanda citou que existem diferenças entre as fases da doença. “É preciso buscar a detecção do patógeno nas fases inicias da enfermidade, quando esse agente estará em grande quantidade. Em doença em fase avançada é mais interessante buscar identifica anticorpo. Também precisamos entender que a competência imunológica, ou seja, a capacidade do organismo formar anticorpos contra antígenos estranhos, é fundamental, porque alguns pacientes não produzem anticorpos na quantidade exata que é preciso para ser detectado pelos exames. Animais imunodeficientes tendem a não produzir essa quantidade e, assim temos que identificar os patógenos”, comparou.

Edição do congresso trouxe palestras relacionadas às redes sociais e como elas devem ser utilizadas pelos veterinários de clínicas e hospitais (Foto: reprodução)

O vet precisa estar on!

Todos os dias, antes das palestras sobre atendimentos clínicos, o médico-veterinário especialista em animais de estimação e empresário de impacto, Ernie Ward, abordou tópicos importantes relacionados às redes sociais e como elas devem ser utilizadas pelos veterinários de clínicas e hospitais. “Se você parar para observar, no Brasil, principalmente, as redes sociais se tornaram parte da nossa rotina diária”, apontou.

Como destacado pelo profissional, levando em consideração que as pessoas preferem acessar as redes sociais pelos seus celulares, os veterinários devem apresentar tipos diferentes de conteúdo: “É preciso estar atento à forma como isso será consumido, lido ou visto. Precisamos estar atentos às mudanças e o conteúdo compartilhado precisa estar adequado àquela plataforma, especificamente”, discorreu.

Segundo dados apontados pelo palestrante, as pessoas tem gastado muito dinheiro on-line no Brasil. “Neste ano, até o momento, 105 milhões de pessoas fizeram gastos comprando on-line. Então, é preciso investir aí. Tudo que fazemos nas redes sociais deve direcionar as pessoas para algo que fazemos ou vendemos. Essa é a explicação porque 105 milhões de brasileiros estão comprando em e-commerce”, argumentou.

E aí você se pergunta: mas como as pessoas encontram a nossa marca? Segundo Ward, utilizando as redes sociais. “E é por isso que precisamos estar presentes. Quando tutores de pets perguntarem ‘será que fulano é um bom veterinário?’, eles irão até o Instagram e o Facebook para descobrir. Quem busca pela sua marca, quer saber como você é, qual a sua personalidade e modo de atendimento, fique ciente!”, alertou.

O profissional também deu dicas de como convencer os clientes a promover saúde preventiva para os animais, em relação a vacinas, parasiticidas, exames. Para ele, é importante utilizar uma comunicação direta, pessoalmente, aplicando marketing direto com o cliente, mas, também, comunicação publica, via redes sociais e mídias de divulgação.

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