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Possível deficiência intelectual de animais de companhia é debatida por veterinários

Profissionais confirmam que existem problemas equivalentes

Profissionais confirmam que existem problemas equivalentes

A fim de entender se há possibilidade de existir cães e gatos com deficiência intelectual, questionamento levantado por uma leitora, a Super Interessante contatou alguns profissionais da Medicina Veterinária. Segundo publicação, sim, existem problemas equivalentes.

De acordo com as respostas de Tamara Larianne Cleto, Marcos Pereira e Carlos Gabriel Dias, veterinários consultores da Soft Care e Pet Society, “quem tem cachorro em casa geralmente evita falar algumas palavras-chave na frente do animal, como “banho”, “passear”, “vamos” ou “sair”. Já que esse vocabulário pode ser o estopim para um ataque de euforia (ou de pânico, caso o cão em questão não seja muito chegado em higiene ou exercício)”.  

“Porém, cães com déficit de aprendizagem não ligam o lé com o cré: o anúncio da alegria iminente passa despercebido. Eles também permanecem errando o local das necessidades mesmo após um treinamento impecável, e podem ter alterações de humor bruscas, sem razão aparente, que tendem à agressividade”, explicam os profissionais.

Como destacam, a resistência ao treinamento e as flutuações de humor podem ser sintomas de problemas como hidrocefalia e lisencefalia. No primeiro caso, ocorre um acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano em cavidades no interior do cérebro, o que gera um aumento de pressão e subsequente danos neurológicos.

Já o segundo, a lisencefalia, por sua vez, é uma malformação do cérebro: o órgão é liso; não possui as curvas, concavidades e saliências comuns. Dependendo da gravidade, o pet sequer será capaz de andar ou latir, e também terá problemas de crescimento. Para confirmar o diagnóstico se faz necessário alguns exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética. 

Ao que se refere aos gatos, os médicos-veterinários explicam que, “às vezes, o felino pula alguns obstáculos para entrar em um quarto e depois não se lembra do que deve fazer para sair dali. É algo parecido com o Alzheimer em humanos. Esse esquecimento pode ser sintoma de muitos problemas, que vão da desnutrição a alguma doença neurológico congênita. Mesmo para um veterinário o diagnóstico é difícil”.

Fonte: Super Interessante, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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