in

Alerta aos tutores: altas temperaturas exigem cuidados com a alimentação dos pets

Alimentos úmidos são uma ótima opção para aumentar a ingestão de água nesse período

As temperaturas elevadas exigem atenção e cuidado dos tutores com seus pets na hora de alimentá-los.  No verão, é necessário hidratá-los bem, tanto com dietas úmidas quanto sólidas. O calor excessivo pode levar o animal à hipertermia (aumento da temperatura corporal) e também faz com que o apetite dos animais diminua; então, é normal que sintam mais sede. Os cães, por exemplo, só possuem glândulas de suor nas almofadas das patas, não podem transpirar por toda a pele. Portanto, no verão, costumam ficar mais ofegantes na tentativa de regular a temperatura corporal.

Durante a estação mais quente do ano, é altamente recomendado alimentar o animal de forma mais leve e variada. Veja alguns cuidados que a pesquisadora e zootecnista da Special Dog Company, Karine de Melo Santos, recomenda ter com os pets:

Os cães são incapazes de dissipar calor pelo suor, pois não possuem glândulas de suor pela extensão de seu corpo, como nós humanos. Além de ficarem ofegantes e com a boca aberta com maior frequência, outra maneira para manterem a temperatura corporal estável é através do aumento da ingestão de água em relação ao alimento.

Portanto, é necessário manter a água do pet limpa, fresca e com troca de ao menos duas vezes ao dia. No verão, é interessante incluir mais vasilhas pela casa, pois devido ao aumento no consumo, saliva e restos alimentares podem se acumular no recipiente, tornando a água imprópria. “Para estimular o apetite, deve-se oferecer a refeição em local fresco e ao abrigo do sol. No caso das pessoas que possuem raças específicas, animais de pelagem clara ou animais de pelo longo e volumoso, a recomendação é não os deixar expostos ao sol”, orienta a zootecnista.

Melancia e melão são ótimas opções a serem inseridas na dieta do animal no calor, pois são ricas em água e contém menor densidade calórica (Foto: reprodução)

Alimentação. Quando os tutores diminuem a quantidade de alimento requerido pelo animal durante esse período mais quente, é importante estar atento com a reação do cão, evitando malefícios à nutrição. Ou seja, a redução da porção diária pode acabar estimulando um déficit calórico e nutricional desnecessário para um comportamento que deva ser apenas pontual.

De acordo com a zootecnista, dividir a quantidade total de alimento em pequenas porções, pode ser uma maneira de auxiliar na ingestão através do controle do calor metabólico durante o clima quente. Os alimentos úmidos são uma ótima opção, segundo Karine, para aumentar a ingestão de água e auxiliar na hidratação dos cães e gatos. Isso porque esses alimentos possuem em sua constituição por volta de 80% de umidade, seja na forma de sachê ou patê. Podem ser ofertados como alimentos completos, em substituição 100% ao seco, ou em mistura com o alimento seco.

Oferecer frutas para o pet também é uma alternativa para auxiliar na redução dos efeitos do clima quente. Melancia e melão são ótimas opções pois são ricas em água e contém menor densidade calórica, assim como morango, mamão, maçã e pera. Outras opções para os pets são a banana, manga, pêssego e coco. A água de coco também pode ser uma alternativa refrescante e nutritiva.

Muitas pessoas acham que frutas cítricas como kiwi, laranja, abacaxi, tangerina fazem mal por elevar o pH estomacal e desencadear gastrites e isto não é verdade. “Cães e gatos possuem pH estomacal ainda mais ácido que o ser humano. Elas são contraindicadas apenas para animais que já apresentem gastrites”, ensina a profissional.

No entanto, a profissional lembra: “Não esquecer de que antes de introduzir qualquer alimento que o pet não esteja acostumado, deve oferecer em pequenas quantidades inicialmente, para adaptação do trato gastrointestinal, sempre observando possíveis alterações gastrointestinais, como amolecimentos das fezes”.

Sorvete caseiro. Sob o ponto de vista técnico, Karine conta que o alimento úmido é a alternativa mais saudável para fazer sorvete caseiro, pois não só existem diversos tipos de alimentos úmidos completos disponíveis para compra, mas também são altamente palatáveis.

Para isso, é necessário diluir ou não o sachê com um pouco de água e colocar em forminhas de gelo ou em copinho plástico descartável. Após congelar, é só retirar do recipiente e oferecer para o pet. “Outra opção refrescante e divertida, é utilizar o patê para rechear brinquedos do tipo mordedor (com dispenser para petisco) e levar ao congelador. Esse é um ótimo enriquecimento ambiental, pois a tentativa de retirar o alimento de dentro do brinquedo traz satisfação e gasto de energia, melhorando o conforto térmico, a sensação de saciedade e a ansiedade”, indica a zootecnista.

A necessidade de água diária de cães e gatos é por volta de 60 ml a 70ml por quilograma de peso corporal do animal (Foto: reprodução)

Água. Em cães e gatos, a perda de água ocorre na respiração, fezes e urina. Apesar de ser essencial, a água não possui um local de estoque no organismo, por isso precisa ser reposta diariamente e na quantidade certa. Animais que bebem pouca água podem predispor as doenças do trato urinário, muito comum em gatos. Já animais que ingerem muita água, podem estar sinalizando a presença de doenças endócrinas como a diabetes. Em temperaturas acima de 30ºC o consumo de água pode aumentar de 20% a 30%.

A necessidade de água diária de cães e gatos é por volta de 60 ml a 70ml por quilograma de peso corporal do animal, ou seja, um cão de 10Kg precisa ingerir de 600 a 700ml de água por dia e um gato de 3Kg precisa ingerir de 180 a 210ml de água por dia. “Lembrando que esses valores seriam incluindo a água ingerida pela dieta, que pode variar de acordo com sua composição. A ração seca, por exemplo, contém em média 10% de água e estudo recente mostrou que níveis mais elevados de proteína bruta e sódio nessas dietas, podem estimular o consumo de água em gatos”, explica.

Uma maneira simples de ensinar o tutor a calcular a ingestão hídrica pelo pet, é conhecer o volume de água que cabe no pote e quantas vezes foi renovado. Anote o quanto foi fornecido no dia e subtraia da quantidade restante no pote e terá a quantidade de água ingerida (sem descontar possível evaporação). “Outra forma, é encher uma garrafa de volume conhecido e ir adicionando ao longo do dia a partir dela. Dessa maneira, você saberá o volume fornecido”, finaliza Karine.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Loading…

0

Comments

0 comments

Médicas-veterinárias de felinos explicam acometimento por Síndrome de Pandora

Entidades de classe realizam live em comemoração aos 105 anos de Milton Thiago de Mello