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Quimioterapia metronômica pode auxiliar o médico-veterinário no tratamento de câncer

Para isso, é necessário conhecer muito bem a técnica para discernir quando pode ser aplicada

A Oncologia Veterinária possibilita que animais com câncer possam receber tratamentos que permitam que se tenha melhor qualidade de vida ou remissão da doença. Uma alternativa entre tantos outros tratamentos é a quimioterapia metronômica.

A diferença entre essa modalidade de quimioterapia e a “tradicional” está na quantidade de doses dos quimioterápicos utilizados, a primeira utiliza porções mais baixas, conforme explica o médico-veterinário diplomado em Oncologia, mestre em em Ciências, titular do Setor de Oncologia do E+ Especialidades Veterinárias (SP) e diretor da Associação Brasileira de Oncologia Veterinária (ABROVET), Rodrigo Ubukata.

“A quimioterapia metronômica utiliza baixas doses dos quimioterápicos para administração contínua, ou seja, diariamente; enquanto a quimioterapia tradicional utiliza o conceito de dose máxima tolerada no menor intervalo possível entre aplicações (semanal, quinzenal, a cada 21 ou 28 dias, dependendo do fármaco e/ou protocolo terapêutico). Enquanto na primeira, o objetivo é a imunomodulação (ativação do sistema imunológico contra as células neoplásicas) e efeitos antiangiogênicos (inibição de formação de novos vasos sanguíneos para o tumor), a outra objetiva o maior número de morte celular (apoptose) por interferência nos mecanismos de proliferação e metabolismo celular”, explica Ubukata.

Será que qualquer paciente oncológico pode fazer uso da quimioterapia metronômica? Segundo Ubukata, a resposta é sim e não. “Sim, porque é uma terapia que pode ser usada em pacientes que nenhum outro tratamento considerado de primeira escolha está sendo eficaz e o objetivo será tentar deixar em doença estável e manter qualidade de vida. Não, porque não deve ser usado como terapia de primeira linha uma vez que seus resultados ainda são muito limitados, com diversos estudos na tentativa de melhores respostas ainda sendo pesquisados com associação de outros fármacos e porque o objetivo não é atingir a resposta completa (remissão do tumor), como dito anteriormente, é paliativo e não se deve “tirar a chance” de controle mais eficaz com tratamentos sabidamente mais eficazes”, explica.

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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