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    Indústria pet deve faturar R$ 46,8 bilhões em 2023, com base no faturamento do 1º semestre 

    Desde última atualização, em maio, realizada pela Abinpet, cenário é estável

    Indústria pet deve faturar R$ 46,8 bilhões em 2023, com base no faturamento do 1º semestre 
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    11 de setembro de 2023

    A indústria de produtos para animais de estimação deve encerrar 2023 com um crescimento de 11,6% em seu faturamento, com um valor de R$ 46,8 bilhões. A projeção é da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e leva em consideração os números até o 1º semestre de 2023. 

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    A projeção Abinpet não leva em consideração a movimentação no varejo e não inclui a venda de animais diretamente de criadores. O cenário é estável. Desde maio, quando foram contabilizados dados do 1º trimestre, a projeção do faturamento subiu 1%. 

    • Pet food deve representar 78% do faturamento da indústria, com 36,8 bilhões e crescimento de 10,6% em relação a 2022. 
    • Pet vet (produtos veterinários) deve representar 15% do faturamento da indústria, com R$ 6,89 bilhões e crescimento de 16% em relação a 2022. 
    • Pet care (produtos de bem-estar e higiene) deve representar 7% do faturamento da indústria, com R$ 3,09 bilhões e crescimento de 15% em relação a 2022. 
    Pet food deve representar 78% do faturamento da indústria
    (Foto: reprodução)

    “Sem grandes variações no preço das commodities, mantém-se o crescimento sólido dos mercados pet vet e pet care, além da demanda constante da cadeia de varejo em relação ao pet food. Isso demonstra que os consumidores têm procurado os produtos da indústria pet, e se preocupam em oferecer além do alimento completo de qualidade, produtos que garantem higiene, saúde e bem-estar para seus pets”, comenta José Edson Galvão de França, presidente-executivo da Abinpet. 

    “Apesar dos números robustos, continuamos a chamar atenção para a alta carga tributária que o setor sofre. No caso do pet food, por exemplo, a cada R$ 1 gasto pelos consumidores, R$ 0,50 são impostos. Isso acontece no Brasil de maneira discrepante aos outros grandes mercados do mundo. Nos Estados Unidos, líder de market share, os impostos não chegam a 7% do preço final. Na Europa, a média é 18%”, comenta o executivo. 

    Veja a comparação dos tributos pet no Brasil em relação a outros países do mundo: 

    • Itália – carga tributária: 22% do preço final
    • Reino Unido – carga tributária: 20% do preço final
    • China – carga tributária: 17% do preço final
    • Alemanha – carga tributária: 7% do preço final
    • Estados Unidos – carga tributária: 6,6% do preço final

    A entidade também divulga a projeção de produção de pet food ao longo do ano. Em relação ao primeiro semestre de 2022, este ano apresentou aumento de 2,1% no volume, o que permite projeção de 4,07 milhões de toneladas em 2023, alta de 3,5% em relação ao ano anterior. 

    Mercado mundial

    O mercado pet mundial cresceu 3,2% em 2022 em relação a 2021 (US$ 145,2), mas a perspectiva é de um crescimento tímido em 2023 tendo em vista o cenário mundial instável. 

    Para o mercado brasileiro, no entanto, há boas notícias. O Brasil atualmente, se consolida no terceiro lugar entre no quesito faturamento, representando 4,95% dos US$ 145 bilhões, atrás somente de Estados Unidos (43,7%) e China (8,7%). Atrás do Brasil estão Reino Unido (4,66%); Japão (4,61%); Alemanha (4,5%), França (4%), Canadá (3,26%), Itália (2,74%) e Rússia (2,59%).

    Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães e Gatos VET FOOD.

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