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    Manejo de dor crônica e aguda em gatos é debatido em palestra no Pet Vet 2025

    Na palestra ministrada no Pet Vet 2025, o médico-veterinário Marco Ferreira abordou medicações polêmicas para gatos, como dipirona e tramadol

    Manejo de dor crônica e aguda em gatos é debatido em palestra no Pet Vet 2025
    Danielle Assis
    Danielle Assis
    15 de agosto de 2025

    Durante a sua participação no Pet Vet 2025, evento realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo, de 13 a 15 de agosto, o médico-veterinário Marco Ferreira abordou todos os aspectos do manejo da dor crônica e aguda em felinos.

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    Trazendo reflexões acerca de diversos medicamentos, o conteúdo demonstrou que ainda existem muitos mitos relacionados a esse tipo de cuidado com os gatos.

    A discussão comecou abordando a Dipirona, um analgésico apontado por muitos como negativo para os felinos. Contudo, segundo o profissional, diversos estudos mostram que o fármaco é seguro, desde que administrado na dose e frequência corretas.

    Dentre os seus efeitos adversos, o principal apontado é a sialorreia, especialmente, durante administração pela via oral. No entanto, por não ser uma reação considerada grave, seu desuso não é justificado com base nisso.

    Tramadol e Gabapentinoides

    Outro ponto de destaque da palestra foram os gabapentinoides, utilizados por muitos para o cuidado com a dor crônica. Todavia, a verdade é que a medicação não é indicada para todos os casos.

    De acordo com o médico-veterinário, atualmente, não existe nenhuma indicação desse fármaco para o tratamento de dor aguda. Já para dor crônica, os gabapentinóides são recomendados apenas se houver sinais de dor neuropática.

    Em situações de dor moderada e intensa é importante fazer a sua associação com analgésicos, como a Dipirona, por exemplo. Já em dor leve, somente têm indicação durante o período de desmame dos analgésicos.

    Outro destaque da palestra foi o tramadol, especialmente seus efeitos adversos e associações com outras medicações. Muito se fala a respeito da síndrome serotoninérgica quando é utilizado. Porém, Marco relata que na rotina a síndrome é muito incomum.

    E as associações com ondansetrona, mirtazapina e trazodona? Desde que sejam feitas doses adequadas, não há comprovação de que a administração desses fármacos juntos possa gerar efeitos colaterais indesejados ou minimizar o seu potencial de ação.

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