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Mês dos bichanos: Médica-veterinária desvenda os principais mitos do universo felino

No mês dos gatos, profissional esclarece as mais variadas crenças populares sobre os peludos

Fevereiro é o mês dos felinos, já que, no dia 17, é comemorado o Dia Mundial dos Gatos. A data ganha cada vez mais importância e relevância, principalmente quando estimativas apontam um considerável aumento na população de gatos no Brasil: já são 24 milhões, com previsão de chegar à marca dos 30 milhões, em 2022, segundo aponta um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para celebrar essa popularidade toda, a médica-veterinária e sócia-proprietária da clínica Gato É Gente Boa, Vanessa Zimbres, desvenda as diversas lendas que rondam o incrível universo felino.

Gato tem sete vidas. “Mito, e dos grandes!”, responde a veterinária. “Qualquer criatura viva desse mundo tem, somente, uma vida! Na Idade Média, acreditava-se que as feiticeiras poderiam se transformar em gatos por nove vezes, um número considerado místico. Em nossa cultura, falamos no número 7”, conta. Tudo isso porque, na verdade, os gatos são ágeis e possuem muita destreza, além de visão e audição aguçados, que os ajudam a saírem facilmente de situações complicadas.

Eles sempre caem em pé. Os gatos têm um excelente reflexo de endireitamento e é por isso que, quando tem um gato caindo, ele chega ao chão em pé. “A anatomia dos felinos favorece essa agilidade para se preparar para a queda. A coluna dos gatos é extremamente flexível e eles não possuem clavícula. Mas vale o alerta: isso não significa que eles não possam se machucar, principalmente caindo de grandes alturas”, salienta.

Gatos não gostam de água. Segundo Vanessa, os gatos gostam de água, sim! Muitos deles, inclusive, adoram brincar com o pote de água, mas isso não significa que eles gostam de banho. “Os gatos são muito independentes e não gostam de ser forçados a nada. Mesmo que o tutor molhe só um pouco, já é algo bastante estressante para eles. Por isso, o ideal é respeitar o tempo e o espaço deles”, indica.

Pepino é seu arqui-inimigo. Historicamente, gatos são predadores. O fato de serem surpreendidos por algum objeto, sem que ele percebesse, certamente vai assustar o gato. “No caso do pepino, especificamente, ele pode parecer com cobra ou qualquer outro animal rastejante. Instintivamente, o gato sabe que é uma ameaça e é por isso que ele se assusta e pula alto. Este comportamento é para evitar que seja atacado”, explica a veterinária, que faz um alerta: “Assustar gatos com pepinos ou qualquer outro objeto é extremamente cruel e pode ocasionar danos psicológicos sérios aos felinos”, finaliza a veterinária.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

Para os gatos, o pepino pode parecer com cobra ou qualquer outro animal rastejante (Foto: reprodução)

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