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Medicina Veterinária Militar possibilita crescimento pessoal e profissional

É o que garante o veterinário Ricardo Zanatta, que atende os cães da Polícia Militar do Estado do Paraná

Cláudia Guimarães, em casa

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A Medicina Veterinária, assim como inúmeras profissões, proporciona diversas opções de carreira ao profissional. Uma dessas alternativas a seguir é fazer parte da Medicina Veterinária Militar. Ser médico-veterinário militar, após ser aprovado em concurso público, é garantir a saúde e bem-estar de animais de trabalho, além de preservar a segurança alimentar e controle de zoonoses para toda a tropa da unidade são alguns dos objetivos desses profissionais.

Pelo caminho, há quem se depare com oportunidades ímpares para atuar dentro da Polícia Militar (PM), ocupando essas posições. É o caso do médico-veterinário Ricardo Zanatta. Ele é responsável pelos cães da Polícia Militar do Estado do Paraná, com 147 cães distribuídos em 23 canis, e do Bombeiro Militar do Estado do Paraná, com 21 cães distribuídos em seis Canis. Também é responsável pelos cães da Polícia Civil Militar do Estado do Paraná com 16 cães distribuídos em quatro canis em apoio à instituição.

Ele conta que escolheu fazer Medicina Veterinária porque sempre gostou de animais. “Quando morava no interior, meu cão foi atacado por outro, ficou doente e, na época, não havia o que fazer. Desde então, quis estudar para fazer o que não pude por ele. Prestei vestibular para Medicina Veterinária e, incrivelmente, me encontrei na profissão que hoje sou extremamente apaixonado e realizado”, compartilha.

O trabalho do profissional consiste na inspeção diária nos cães da Capital e Região Metropolitana (Foto: divulgação)

Início do serviço militar

Zanatta revela que nunca pensou em ser médico-veterinário militar: “Não foi algo planejado, mas, depois que passei no concurso da polícia militar, acabei assumindo, em 2016, como médico-veterinário, pois a instituição precisava de pessoas para função”, narra.

Desde então, o trabalho do profissional consiste na inspeção diária nos cães da Capital e Região Metropolitana, avaliação dos parâmetros fisiológicos e prescrição de medicações, se necessário, além de pequenos procedimentos. “Os cães do interior têm apoio do Centro Médico veterinário no quesito medicações e, quando necessário, vêm para a capital para realizarmos os procedimentos necessários”, explica Zanatta, que está nessa função há cinco anos.

O médico-veterinário declara que o que o realiza dentro desse trabalho é saber que, diariamente, está ajudando a sociedade por meio da saúde e cuidado com os cães militares. “Eles desempenham diferentes funções no trabalho, como no rádio patrulhamento, detecção de drogas, de armas, de explosivos, busca e captura de pessoas e detecção de cadáveres. Quando os entrego aos seus condutores em condições, sei que o trabalho será muito bem desempenhado, ajudando a população com a apreensão de drogas, armas e pessoas que cometeram crimes, aponta.

Dentro desses cuidados com os cães militares, Zanatta menciona que um dos maiores desafios foi conhecer tudo sobre a raça dos Pastores Belga Malinois, os mais utilizados pela corporação atualmente. “Isso porque não são uma raça pet, mas, sim, de trabalho. Isso me exige lembrar que são cães de realidades e exigências diferentes para que eu possa desempenhar meu trabalho da melhor maneira possível”, salienta.

Um dos maiores desafios para Zanatta foi conhecer tudo sobre a raça dos Pastores Belga Malinois, os mais utilizados pela corporação, atualmente (Foto: reprodução)

E você, quer ser veterinário militar?

Se você, médico-veterinário ou graduando de Medicina Veterinária, possui essa pretensão de ser um veterinário militar, Zanatta dá algumas dicas: “Essa é uma área de extrema dedicação. Você tem que ter feeling militar também, pois, acima da Medicina Veterinária, você terá uma vida na caserna (Quartel) com seus pares todos os dias. Muita educação, respeito, horário e disciplina são indispensáveis para este caminho”, enumera.

Todo cargo de responsabilidade exige comprometimento, mas as recompensas e gratidão pela função também são reais, segundo o profissional: “Nossa importância é pela diversidade de atuação do médico-veterinário neste meio, pois vale ressaltar que, quando se fala em cães militares, falamos, também, das suas zoonoses e este controle somos nós que realizamos constantemente nas unidades militares”, frisa.

Por isso, nos cursos de Cinotecnia Policial Militar, do Batalhão de Operações com Cães – COC/BOPE, Zanatta ministra aulas sobre Noções de Medicina Veterinária. “Repasso conhecimento sobre tais afecções que podem adoecer o cão e o homem. Também cuidamos, consequentemente, da biossegurança dos quartéis e das operações, na preservação ambiental e saúde e bem-estar dos animais que participam das missões”, lembra.

Ele afirma que o aprendizado com os cães de trabalho e os militares faz com que a experiência do médico-veterinário militar seja única. “Uma oportunidade imperdível para o crescimento pessoal e profissional”, finaliza.

(Foto: C&G VF)

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