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MÉDICOS-VETERINÁRIOS PODEM EXERCER FUNÇÕES EM MAIS DE 80 ÁREAS DE ATUAÇÃO

Dia 09 de setembro frisa a importância deste profissional transformando a sociedade e inspirando com carreiras de sucesso

Cláudia Guimarães, da redação

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Presente em vários momentos e cuidando, diariamente, da saúde de milhares de animais, do meio ambiente e, também, das famílias brasileiras, o trabalho do profissional da Medicina Veterinária é fortemente lembrado no dia 09 de setembro, data em que se comemora o Dia do Médico-Veterinário.

Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP, São Paulo/SP), existem, hoje, no Estado de São Paulo, mais de 30 mil médicos-veterinários trabalhando em mais de 80 áreas de atuação. Os paulistas representam 38% desse efetivo nacional. Como menciona o médico-veterinário assessor Técnico do CRMV-SP, Leonardo Burlini Soares, em todas as áreas de atuação, o especialista atua na saúde e bem-estar tanto dos animais, quanto dos seres humanos e, também, visando a sustentabilidade e o meio ambiente. “Por isso, o profissional colabora de forma fundamental para a melhoria da sociedade e, inclusive, para o melhor desenvolvimento socioeconômico do nosso País”, expõe.

Soares cita algumas áreas em que o profissional, assim que formado, pode atuar. Entre elas, estão: produção animal; reprodução; em esporte que utilizam animais, como hipismo, agility, modalidades práticas em rodeios etc; entretenimento, com trabalho em exposições, feira, leilões; preservação em zoológicos, meio ambiente, preservação ambiental, e outras. Segundo o assessor Técnico, nos grandes centros urbanos o que mais tem sido procurado pelos profissionais é a clínica de animais de companhia. “Mas, dependendo da região, outras áreas também são bastante procuradas, como a clínica de grandes animais, produção, reprodução, a questão de assessoria técnica e planejamento, tanto para pessoas físicas quanto para empresa. A escolha depende das características do município”, explica.

Para o profissional, muitas áreas do setor público não são muito procuradas, já que os médicos-veterinários acabam deixando de lado estas possíveis atuações pelo fato da clínica estar em alta. “A própria inspeção de alimentos não tem tanta procura. A perícia criminal, judicial e administrativa, que o profissional também pode fazer, é uma área não conhecida, assim como a indústria de alimentação animal para elaboração de ração”, cita e afirma que o setor de bem-estar animal é difundido, mas, ainda assim, seria possível expandi-lo.

Algo que vem ganhando espaço e é considerado importante, na visão de Soares, é a divulgação de que o médico-veterinário também está ligado à saúde pública. “Hoje em dia, ele já é reconhecido no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), onde trabalha com equipes multiprofissionais na inspeção básica da saúde, no diagnóstico de riscos na interação entre humanos, animais e meio ambiente e este é um passo bastante considerável dentro da profissão”, avalia e conta que, depois de formado, o profissional pode atuar em qualquer área, mas é recomendado que ele se capacite e esteja em constante atualização na área em que trabalha. “Geralmente não é exigido, basta a formação, mas é recomendado e o próprio profissional consciente busca cursos de capacitação”, declara.

Não existe um piso salarial estipulado por área de atuação, como conta Soares, mas existem alguns critérios e requisitos que devem ser atendidos para que os honorários sejam estipulados. “O trabalho, o tempo necessário para realizar as atividades, a complexidade da atuação do nicho em que está trabalhando, o local, a própria qualificação e o renome do profissional também podem interferir no piso salarial”, completa.

Porém, apesar das diversas opções de trabalho para quem se forma em Medicina Veterinária, o profissional acredita que a realidade quantitativa de cursos aqui no Brasil acabam interferindo na qualidade da profissão. “Temos, no Estado de são Paulo, por exemplo, mais de 50 cursos. No Brasil são mais de 250, então está sendo formado um número muito grande de profissionais, em diversas escolas, e precisamos ficar atentos à qualidade de ensino”, frisa. O CRMV se preocupa e fica atento, como ele conta, justamente para tentar avaliar como está o nível da educação. “O modo que temos de dosar são os processos éticos, que mostram que uma série profissionais cometem algumas falhas que, com a graduação, não deveria cometer. A cada ano, formam-se, em média, 1800 profissionais, sendo que neste ano, já estamos passando de dois mil profissionais inscritos e 2016 nem chegou ao fim”, revela o profissional que defende maior atenção a essa situação para que a qualidade não seja perdida.

Campanha. Soares conta que o CRMV-SP está com uma campanha para reforçar o fato de o médico-veterinário estar presente no dia a dia da população, trabalhando desde os conteúdos de rebanhos, qualidade de alimentos de origem animal, até a prevenção de doenças que podem atingir animais e humanos.

Para celebrar, pela primeira vez, o CRMV-SP homenageia todos os profissionais que garantem a Saúde Única entregando o Prêmio Paschoal Mucciolo, voltado à área de Inspeção e Tecnologia de Alimentos. O escolhido para receber o prêmio foi o médico-veterinário José Christovan dos Santos, que chefiou a Defesa Sanitária Animal no Estado de São Paulo e presidiu a implantação da Federalização da Inspeção Sanitária no Estado de São Paulo, programa que garantiu acesso a carne de qualidade a todos os brasileiros.

Também será entregue o Prêmio João Barrison Villares, na área de Produção Animal, à família médico-veterinário Fuad Naufel, que faleceu em 1986 e atuou como diretor do Parque Fernando Costa (conhecido como Parque da Água Branca, São Paulo/SP), do Instituto de Zootecnia (Nova Odessa/SP), entre outros.

O objetivo do CRMV-SP com esta ação é fazer com que os novos médicos-veterinários se inspirem em carreiras de sucesso e sigam transformando a sociedade com seu trabalho.

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