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MSD INTERNATIONAL CONGRESS 2019 REUNIU CERCA DE 700 PROFISSIONAIS

Segunda edição do evento teve foco em felinos e foi realizada em três dias

Segunda edição do evento teve foco em felinos e foi realizada em três dias

Cláudia Guimarães, de Mogi das Cruzes (SP)

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As cidades, agora, seguem a tendência de se tornarem verticalizadas. Com isso, também se defende a necessidade de aderir a atividades e afazeres que ocupam pouco tempo do dia repleto de compromissos pessoais e profissionais. Assim, os gatos estão aparecendo com mais frequência nas famílias brasileiras, porque muitos acreditam que eles não precisam de tanta atenção quanto os cães.

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Primeira edição do congresso, realizada em 2018,contou com 500 pessoas (Foto: C&G VF)

Acompanhando o II MSD International Congress, edição focada na Medicina Felina, que ocorreu de 14 a 16 de agosto, no ClubMed Lake Paradise, em Mogi das Cruzes (SP), a equipe da C&G VF ouviu inúmeras frases interessantes e surpreendentes dos palestrantes e porta-vozes da empresa em relação à espécie. Entre elas, a pergunta que mais chamou atenção veio do diretor da Unidade de Negócios Pet da MSD, Gustavo Moraes, direcionada à plateia de congressistas: “Quem é o melhor amigo do homem?” e todos responderam: “O gato”.

Moraes não consegue entender porque existem tantos preconceitos acerca desse animal e porque o cão é tratado como mais filho ou mais amigo que o felino. “Passaremos três dias com os maiores especialistas em gatos do mundo para conhecer um pouco mais sobre esse ser encantador. Teremos a oportunidade de levar conhecimento a nossos clientes e tentar diminuir a mística que existe diante desse pet, porque, com certeza, ele é um dos nossos melhores amigos sim”, iniciou o profissional na cerimônia de abertura.

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Gustavo Moraes é diretor da Unidade de NegóciosPet da MSD Saúde Animal (Foto: C&G VF)

Segundo Moraes, a população de gatos tem crescido muito mais que a de cães no País e, provavelmente, em 2023, teremos 100 milhões de pets entre cão e gato, dos quais os felinos vão representar 40 milhões. “Por isso, precisamos levar mais conhecimento e agregar mais sobre a espécie em nossa consulta, porque esse público de gateiro é muito mais antenado e exigente e o veterinário é sua primeira fonte de consulta”, compartilhou.

Exclusivo! Em entrevista concedida à C&G VF, Moraes relembra que a primeira edição do evento, realizada em 2018, contou com 500 pessoas, foi focada em cães e representou uma experiência à empresa, que alimentava uma expectativa, mas sem ter a certeza se daria certo ou não. “Como superou nossas expectativas, a segunda edição, que aconteceria apenas em 2020, foi adiantada para agora. Neste ano, o foco foram os felinos, porque sabemos que o mercado de gatos cresce muito mais acelerado que o de cães e, assim, o veterinário busca mais conhecimento na espécie e, só aqui, temos cerca de 700 profissionais presentes”, disse.

O objetivo da MSD com este congresso, de acordo com Moraes, é ajudar o veterinário no seu dia a dia e não só sobre doenças, mas, também, em comportamento, psicologia, em como atender os clientes na clínica, etc. “Provavelmente, teremos que repensar quando teremos esse congresso novamente, direcionar o investimento de outra coisa para este evento, porque ele está sendo bem aceito. Estamos construindo um relacionamento muito próximo aos clínicos e acredito que se a terceira edição não acontecer ano que vem, será uma decepção para muitos veterinários”, brinca.

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O presidente da MSD Saúde Animal, Delair Bolis,incentivou os congressistas a deixarem o celular de ladodurante as palestras (Foto: C&G VF)

Para ele, existem duas principais dificuldades em organizar o MSD International Congress: a primeira delas é por se tratar de um congresso complexo, com palestrantes internacionais, que devem ser recebidos na hora e da maneira correta para que tudo dê certo. “Precisamos que eles estejam bem mentalmente para oferecer o máximo que pode aos congressistas. Outro ponto é administrar a hospedagem para tantas pessoas convidadas em um local que agrade a todos, para não os decepcionar na instalação do hotel, porque tudo vai além do conteúdo científico”, destaca.

A segunda dificuldade, na visão de Moraes, é trabalhar com o veterinário que queria participar do evento, mas não foi convidado por conta do espaço limitado. “O congresso não é cobrado, é oferecido gratuitamente pela MSD, mas alguns sempre acabam ficando de fora. É difícil lidar com essa expectativa frustrada de quem não conseguiu estar presente, mas isso é um problema legal, porque esse evento, como ouvi de algumas pessoas, já se tornou o congresso referência para os veterinários de pet no Brasil. Escutar isso é algo que, na segunda edição, já nos enche de orgulho”, exclama.

Boas-vindas do líder. O presidente da MSD Saúde Animal, Delair Bolis, também participou da cerimônia de abertura e chamou atenção para as mudanças e necessidades da sociedade atual. “Vivemos em um mundo de conectividade, mas a grande conexão vai estar aqui na frente, levando conhecimento, informação e aprendizado para que você adicione mais valor a seu negócio. Por isso, vamos resistir à tentação de ter o celular por perto e não tocarmos nele nestes momentos de aprendizagem”, incentivou.

Bolis também aproveitou a atenção de todos para dizer que a MSD pretende se reinventar e acelerar sua evolução a cada ano, a cada novo lançamento ou evento. “Nós nos reinventamos de três maneiras: capital, investimos faturamento em novos produtos e em pessoas; conhecimento, seja por meio de uma universidade corporativa, onde conseguimos treinar mais de 7 mil pessoas desde janeiro, ou quando trazemos profissionais para um congresso para aprender juntos; rebeldia, você não se torna inovador se não for rebelde”, assegura. A MSD é uma organização de 127 anos e faz parte dos 7% das empresas daquela época que ainda existem, segundo Bolis. “Para quem sobrevive e cresce, é preciso ter rebeldia e acreditar em animais de companhia”, finaliza.

Conteúdo. A grade de palestras contou com diversas apresentações de palestrantes nacionais e internacionais de renome dentro da Medicina Felina. “Comportamento e bem-estar felino e psicologia do tutor de gato” foi o tema comentado pela médica-veterinária especialista em Comportamento Animal, Daniela Ramos. A profissional apresentou os cinco fatores da personalidade do tutor de gatos, ou seja, os adjetivos que mais se destacam: abertura ao novo, extroversão, conscienciosidade sobre suas ações, estabilidade e amabilidade.

O fundador da Seaside Animal Care (EUA), Ernie Ward, falou sobre “Marketing de relacionamento, atração e fidelização de clientes”. Ele mencionou que, hoje, por estarmos bem ativos nas redes sociais, o veterinário deve estar engajado na internet ou, senão, terá problemas em atrair grandes clientes. O Prof. Archivaldo Reche Junior também participou do congresso apresentando uma palestra sobre Peritonite Infecciosa Felina (PIF). Sobre as estratégias terapêuticas para a doença, o profissional comentou: “Precisamos inibir ou controlar a inflamação sistêmica desses gatos, com prednisolona, clorambucil e/ou inibidores da TNF alfa. Outra estratégia é tentar inibir a multiplicação do vírus e melhorar a imunidade do animal, juntamente com o oferecimento de um suporte nutricional, conforto e qualidade de vida enquanto ele viver”.

Em breve, os temas apresentados pelos profissionais durante o congresso estarão disponíveis em formato de reportagens aqui em nosso portal de notícias. Fique ligado!

Daniela Ramos (Foto: C&G VF)

Valdo (Foto: C&G VF)

Ernie Ward (Foto: C&G VF)

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