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NA QUARENTENA, TUTORES DEVEM MANTER ROTINA ALIMENTAR DOS PETS

Não é aconselhável mudar a alimentação em situações de estresse

Algumas das medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde para este momento são a quarentena e o isolamento social, a fim de conter o avanço da contaminação pelo novo coronavírus. Neste período os tutores de animais de companhia precisam redobrar a atenção com um assunto que impacta diretamente na saúde do animal: o manejo alimentar. 

Como a orientação é para que as pessoas fiquem em casa e evitem aglomerações, é necessário evitar os passeios com os pets, ou até mesmo deixar de fazê-los. Como consequência, a frequência de exercícios físicos dos animais diminui e eles gastam menos energia. Surge aí uma grande questão: como evitar que eles ganhem peso e até tornem-se obesos? 

Primeiramente, de acordo com o supervisor de capacitação técnico-científica da PremieRpet, Flavio Silva, é importante ressaltar que não é aconselhável trocar a alimentação dos animais em situações de estresse e mudanças de rotina. Portanto, segundo ele, manter o alimento habitual é a melhor conduta, exceto se houver outra indicação do médico veterinário do animal. 

Silva dá algumas dicas importantes para garantir a saúde alimentar do pet nessa fase, começando pela quantidade ideal de alimento: “Varia de acordo com o peso, idade, nível de atividade física do animal e quantidade de energia disponível no alimento. No verso das embalagens está a orientação de consumo diária. É muito importante seguir a recomendação”, destaca. 

E quantas vezes por dia o tutor deve alimentar o pet? Segundo Silva, para os cães filhotes, a recomendação é fracionar a alimentação no mínimo de três a quatro refeições por dia até os 6 meses de idade, quando, então, é indicado oferecer no mínimo duas refeições diárias. “No caso dos gatos, tanto para adultos quanto para filhotes, a orientação é disponibilizar a quantidade de alimento diária para que o próprio animal estabeleça o número de refeições adequado às suas necessidades. Dessa forma, as refeições serão determinadas pelo gato, mas a quantidade ofertada por dia será controlada pelo tutor, com base na orientação do veterinário ou da embalagem”, explica. 

Os tutores que oferecem, também, petiscos a seus pets devem estar muito alertas para não compensar a ausência de passeios com esses agrados em excesso. “Isso pode fazer com que os pets ganhem peso rapidamente, o que é um risco para o desenvolvimento de problemas de saúde. É necessário evitar o exagero e a regra é não ultrapassar 10% das calorias diárias dos pets com petiscos. Seguindo este cuidado, os animais continuarão saudáveis”, garante. 

Como entreter os pets? Animais habitualmente ativos podem se entediar facilmente com a falta de passeios. Por isso, a dica do profissional é promover atividades dentro de casa, investindo no enriquecimento ambiental. “Atualmente, existem diversas opções de brinquedos (e até tutoriais na internet para fazê-los em casa) que estimulam a movimentação, a atenção e o gasto energético durante a quarentena. Além dos brinquedos, é importante reservar um período do dia para brincar com os pets, estreitando o vínculo com eles. 

Seguindo essas dicas e estabelecendo uma nova rotina dentro de casa, os cães e os gatos se manterão saudáveis durante a quarentena”, assegura.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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