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Orientações de veterinários alertam sobre cuidados com os rins dos animais de estimação

Campanha Março Amarelo chegou ao fim, mas a prevenção deve ser durante toda a vida do pet

Março chegou ao fim, mas em todos os meses é preciso conscientizar e prevenir as doenças renais nos animais de companhia. Para entender quais são os sinais de alerta, riscos e tratamentos da doença, os médicos-veterinários Daniela Tiveron, Gustavo Tiveron e Lara Edna Santana, que atuam em Uberaba.

Segundo os profissionais, doença renal é definida como a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar as funções básicas — filtrar e excretar produtos tóxicos do sangue. Ela pode ser causada por inflamações, doenças infecciosas e até mesmo predisposição genética. “A doença pode ser de caráter agudo ou crônico, congênito ou genético”, explicaram os veterinários.

O tratamento é individual e depende de cada caso. Nas situações em que o problema é causado por uma outra doença, ela deverá ser tratada. Em outros casos, o tratamento pode ser paliativo, com o objetivo de fornecer qualidade de vida e tornar a progressão da doença o mais lenta possível.

“Outros podem ser tratados com ajustes de dieta, ingestão de água; acompanhamento de pressão arterial, fluidoterapia e, nos casos mais graves, pode ser feita hemodiálise também”, explicaram os especialistas.

De acordo com eles, os principais sinais de que há algum problema nos rins dos pets são: aumento da ingestão de água; volume urinário; perda de peso; desidratação; dor e sangramento ao urinar; cor da urina; perda de apetite; vômitos.

Entre espécies, os felinos tendem a ter maior número de problemas urinários, quando comparado aos cães (Foto: reprodução)

Prevenção

O primeiro passo para garantir a prevenção do animal é estimular a boa ingestão de água. Uma forma de fazer isso, apontada pelos veterinários, é colocar vários bebedouros na casa, utilizar água filtrada e oferecer frutas ricas em água, como o melão e a melancia. “Também é importante oferecer ração de qualidade e realizar check up periódico com veterinário por meio de exames de sangue, urina e ultrassom, pelo menos 1 vez ao ano”, indicaram.

Entre as possibilidades de exames, estão o exame clínico, o hemograma, o de urina de rotina, o perfil bioquímico renal e o ultrassom.

Os principais fatores de risco são doenças iniciais, como a doença do carrapato, a leishmaniose, doença periodontal, diabetes e problema de pressão. “Qualquer lesão que cause sobrecarga ou dificuldade para circular o sangue para os rins, tem potencial para causar lesão crônica”, apontaram os veterinários.

Outros fatores são: alimentação, hidratação, idade e estresse. Há ainda raças com predisposição a doenças. Os veterinários ainda destacam que cães da raça shih tzu, por exemplo, apresentam mais comumente alterações congênitas. Já o schnauzer tem mais tendência a ter problemas com cálculos urinários.

“E entre espécies, os felinos tendem a ter maior número de problemas urinários, quando comparado aos cães”, explicaram.

Durante o mês anterior, por ser realizada a campanha Março Amarelo, foi produzida uma cartilha pelo Hospital Veterinário, da Universidade Federal de Uberlândia, em parceria com a Elanco. O material mostra o que é a doença renal, fala sobre os sinais da doença e formas de prevenção. Março já acabou, mas os cuidados devem continuar!

Fonte: G1, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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