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    PESSOAS ACUMULADORAS DE ANIMAIS PODEM SOFRER DA SÍNDROME DE NOÉ

    PESSOAS ACUMULADORAS DE ANIMAIS PODEM SOFRER DA SÍNDROME DE NOÉ Patologia passa, facilmente, despercebida já que é comum ajudar pets

    PESSOAS ACUMULADORAS DE ANIMAIS PODEM SOFRER DA SÍNDROME DE NOÉ
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    1 de fevereiro de 2018
    Última atualização: 02/12/2020 - 15:47

    Patologia passa, facilmente, despercebida já que é comum ajudar pets

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    A síndrome de Noé, também conhecida por Síndrome de Diógenes, leva as pessoas a acumular de forma compulsiva animais em suas casas. 

    Esta perturbação mental caracteriza-se pelo acúmulo de animais domésticos sem que lhe sejam oferecidos os cuidados necessários e tem como fatores de predisposição o estresse psicossocial e a solidão. 

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    Situações podem ser perigosa, também,aos pets, que não têm acesso a cuidadosveterinários (Foto: reprodução)

    Os cinco principais sintomas da Síndrome de Noé são: descuido severo com o auto cuidado social, que se manifesta em uma quebra de padrões normais para os cuidados e higiene pessoal, abandono do cuidado ambiental, isolamento marcado, falta de pudor e o reduzido insight para o problema, visível por meio da quebra de condutas sociais básicas, e comportamento acumulador. 

    Esta é uma variação de outra patologia, a Síndrome de Diógenes (SD) que, de acordo com o psicólogo norte-americano que há vários anos estuda o fenómeno, Randy Frost, se trata mais de um subgénero da acumulação compulsiva do que de um fenómeno diferente, ainda que com outros sintomas. 

    Esta patologia passa, facilmente, despercebida, uma vez que é comum a imagem do idoso que alimenta gatos ou cães de rua, cujo comportamento é interpretado como um ato altruísta em relação aos animais. 

    Mas não são apenas as pessoas que sofrem. Os animais também. A presidente da SOS Animal, Sandra Duarte Cardoso, explica que estas situações podem ser muito perigosas, uma vez que os pets não têm acesso a cuidados veterinários. “Tornam-se, assim, portadores de doenças infectocontagiosas e, como não são esterilizados, reproduzem-se sem qualquer tipo de controle”, destaca. 

    A profissional garante que os casos de acumulação de animais são cada vez mais frequentes. “É um flagelo crescente. Não sei se é de agora ou se já existiam e estavam camuflados. Existem, até, pessoas ligadas a associações que são acumuladoras”, declara. 

    Fonte: Veterinária Atual e Observador, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.