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PRÊMIO INTERNACIONAL CHARLES RIVER 2020 VAI PARA VETERINÁRIA DE GOIÁS

É a primeira vez que um profissional de fora dos Estados Unidos recebe a premiação

É a primeira vez que um profissional de fora dos Estados Unidos recebe a premiação

A médica-veterinária brasileira Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera foi a agraciada deste ano do Prêmio Charles River 2020. Pesquisadora da Universidade Federal de Goiás (UFG), ela é presidente da Comissão de Bem-Estar Animal, do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-GO). A premiação internacional é concedida anualmente em reconhecimento ao trabalho e contribuição de médicos-veterinários à Medicina e à Ciência em Animais de Laboratório. Foi a primeira vez que um profissional de fora dos Estados Unidos recebeu a premiação.

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Ekaterina atuou por oito anos na Nicarágua e trabalhou em clínica de pequenos animais em seu retorno ao Brasil, tendo posteriormente ingressado na UFG, na área da Ciência de Animais de Laboratório. Fascinada pela nova experiência, fez mestrado e doutorado na Universidade de Londres. “Foi para aprender como tratar os animais pensando no seu bem-estar e na ética no uso deles”, explica.

No retorno ao País, sugeriu ao presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) a criação de uma Comissão de Ética e Bem-estar Animal, tendo sido prontamente atendida. Ekaterina aponta os dois maiores feitos de sua trajetória na comissão: participar da elaboração da primeira resolução sobre eutanásia e da atualização do Código de Ética do Médico-Veterinário.

Outra importante conquista foi ter participado da aprovação de uma lei que regulamentasse o uso de animais em pesquisas. “Tive um campo muito fértil à minha frente, semeei e conquistei muito”, ressalta. Ekaterina considera gratificante o sentimento de ter sensibilizado os usuários de animais, sejam eles pesquisadores, alunos ou técnicos, e de mostrar a importância dos cuidados com esses seres vivos sob a responsabilidade humana.

“Tive o privilégio de trabalhar com Ekaterina Rivera, como seu estagiário, durante a graduação em Medicina Veterinária, e sou testemunha da sua dedicação à pesquisa, seu compromisso com a ciência e com o bem-estar animal. Esse prêmio reconhece todo o trabalho que ela desenvolve a bem da Medicina Veterinária e da sociedade”, destaca.

Segundo a profissional, o prêmio Charles River 2020 não só a fez sentir várias emoções ao mesmo tempo como trouxe muita responsabilidade. Também a fez pensar em desenvolver cada vez mais essa área que é a medicina de animais de laboratório. “Ainda tenho a pretensão de, por meio de cursos, palestras e outros meios, capacitar mais médicos-veterinários para um bem comum, que é o bem-estar dos animais usados em pesquisa científica”, compartilha.

Para ela, a ciência não escolhe profissionais pelo sexo, portanto, as mulheres estão tão bem quanto os homens. “Se não há mais mulheres na ciência é porque optaram por outros caminhos. Em toda a minha trajetória profissional, jamais tive discriminação sob nenhuma forma. Profissionalismo, dedicação e competência são o que a ciência pede”, garante.

Aos que desejam seguir essa área de atuação, Ekaterina destaca que os médicos-veterinários, devido à formação acadêmica, são profissionais aptos a ajudar a manter o bem-estar dos animais em qualquer área, e na Ciência e Medicina de Animais de Laboratório, ciência com grande conteúdo ético, desempenham um papel essencial. “É um grande campo para médicos-veterinários e, posso dizer: é uma área fascinante, multidisciplinar, em que interagimos com um grande número de outras profissões e podemos desenvolver uma gama enorme de atividades”, encerra.

Fonte: CFMV, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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