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PRÊMIO INTERNACIONAL PARA ALTERNATIVAS AOS TESTES EM ANIMAIS É ENTREGUE À BRASILEIRA

Desde 2012, são recompensados trabalhos nas áreas de ciência, conscientização pública e jovem pesquisador

Uma pesquisadora brasileira ganhou o prêmio Lush, a maior premiação internacional para iniciativas alternativas aos testes em animais. Bianca Marigliani, doutoranda em biotecnologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp, São Paulo/SP), foi escolhida na categoria “jovem pesquisador” e vai levar dez mil libras para estudar um novo tipo de método in vitro, totalmente sem uso de animais no processo, para avaliar o risco de alergia provocado por agentes químicos.

Neste ano, a empresa britânica de cosméticos e a Ethical Consumer (Manchester, Inglaterra) distribuíram 450 mil libras em prêmios, um recorde. Desde 2012, são recompensados trabalhos nas áreas de ciência, treinamento, conscientização pública, lobby regulatório e jovem pesquisador.

Os jurados, de diversos países e diferentes áreas de atuação, consideraram que o trabalho desenvolvido pela brasileira deu um passo além na questão do uso de animais em experimentos, pois levantou uma questão nova até para cientistas e ativistas acostumados com o tema.

O avanço dos testes in vitro é primordial para aqueles que defendem o fim dos testes com animais, por isso a importância de premiar pesquisas na área. Para eles, é possível substituir em larga escala os animais por uma bateria de testes no nível celular ou em humanos voluntários, embora parte dos cientistas discorde. “Sempre há dois lados: existem aqueles que estão abertos às invocações e os que preferem continuar usando os métodos que sempre usaram. Mas quando as pessoas entendem os métodos alternativos in vitro e os avanços da ciência, elas percebem que eles são melhores não só em relação aos animais, mas tecnicamente, na segurança dos produtos para uso humano. Células humanas respondem diferente de animais”, ressalta Bianca.

Calcula-se que 115 milhões de animais sejam testados por ano no mundo. A União Europeia aprovou em 2009 uma legislação que proíbe testes de cosméticos em animais. Em 2014, São Paulo foi o primeiro Estado brasileiro aprovar lei parecida, após a polêmica do caso Royal.

Fonte: CRMV-PB, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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