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PROFESSOR DO PARANÁ CONTA MAIS DE SEIS MIL ANIMAIS EMPALHADOS EM SUA COLEÇÃO

Com tantos exemplares, a cidade de Cornélio Procópio (PR) abriu o Museu de História Natural

Uma antiga estação ferroviária, em Cornélio Procópio (PR), abriga um urso-marrom, um jacaré-açu, um lobo-guará, uma sucuri e centenas de animais, entre aves, répteis, anfíbios e felinos. Na mesma cidade, quem abre a porta de uma sala da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp, Jacarezinho/PR) dá de cara com tigres, leões e onças-pintadas.

Os animais foram taxidermizados pelo professor João Galdino. Dentista e biólogo, ele conheceu a taxidermia (processo de conservação de animais mortos) quando cursava Odontologia, em Campinas (SP), na década de 1960. “Conheci um professor que fazia taxidermia chamado Mario Lotufo. Colei nele. Observava tudo. Acabei aprendendo de tanto olhar”, recorda Galdino.

O primeiro animal que empalhou foi um gavião e não quis mais parar. Atendia como odontólogo e lecionava a antiga disciplina de Ciências no ensino médio. Ainda assim, resolveu fazer faculdade de Biologia à noite para aprender mais sobre fauna e flora. “Foi aí que soube que muitos animais de zoológicos sofriam com problemas dentários. Não havia profissionais para mexer nos dentes deles. Entrei nessa. Durante 16 anos fiz canais e obturações em leões, tigres, onças, ursos, javalis, chimpanzés de diversos zoos do País. Tive que fabricar instrumentos para mexer nas bocas de cada um deles”, conta o professor.

Enquanto cuidava de dentes e dava aulas já como professor universitário de Biologia, Galdino foi formando seu acervo, com doações dos próprios zoológicos e de órgãos ambientais. “Até hoje é assim. Quando morre um animal, ligam para mim. Se acho interessante, pego minha caminhonete e vou buscar, não importa a distância”.

O acervo do professor chamou a atenção da Prefeitura de Cornélio Procópio, em 2002, ano em que a cidade inaugurou um Museu de História Natural na antiga estação ferroviária do município. O espaço foi adaptado para receber as peças de Galdino, que formam hoje 100% do acervo. “Não basta taxidermizar. Tem que saber a postura de cada um na natureza: o que come, o que preda, em qual árvore sobe, em qual não sobe. Assim é possível ter um trabalho de educação ambiental bem feito”, afirma Galdino.

Fonte: Terra, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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