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PROFESSORA ORIENTA ALUNOS DE PRIMEIRA VIAGEM SOBRE CURSO DE VETERINÁRIA

Organização, reflexão e pesquisa são itens básicos durante os semestres

Organização, reflexão e pesquisa são itens básicos durante os semestres

Cláudia Guimarães, da redação

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O desconhecido normalmente nos assusta e não é diferente com os estudantes de primeira viagem dos cursos de Medicina Veterinária. Para tentar amenizar um pouco a ansiedade deles, a equipe web da Cães&Gatos VET FOOD foi atrás dos principais pontos ligados ao primeiro semestre e ao que o curso tem a oferecer aos ingressantes.

Material prático. Para isso, conversamos com a coordenadora do curso, na Faculdade de Medicina Veterinária, da Universidade Estadual Paulista (Unesp, campus Araçatuba/SP), Márcia Marinho. Ela conta que, a respeito de material teórico e prático, o estudante deve, primeiramente, atender a solicitações do professor, devendo, assim, esperar o início das aulas. Porém, de uma maneira geral, ela cita alguns itens que o graduando pode adquirir inicialmente: “Instrumental para dissecação, que, na maioria das vezes, consiste, em pinças dente de rato e de dissecção, bisturi, tesoura, luvas e jaleco. Posteriormente, ao decorrer do curso, o mesmo deverá comprar botas de borracha, instrumental cirúrgico, estetoscópio, além de roupas brancas que deverão ser utilizados nas clínicas”.

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Apesar do fato da internet ser uma ferramenta importante, professora orienta a consulta a livros dos acervos (Foto: reprodução)

Material teórico. A professora menciona que as universidades dispõem de amplo acervo bibliográfico em suas bibliotecas, que permanecem disponíveis para os alunos em tempo integral. “Atualmente, a internet tornou-se uma ferramenta importante, onde artigos científicos e mesmo livros encontram-se disponíveis com acesso free. No entanto, hoje, com a globalização e com a informação produzida em tempo real, muitos exemplares, quando lançados, podem apresentar algum conteúdo defasado, havendo a necessidade da reedição”, especula.

Ainda assim, Márcia cita que, na Medicina Veterinária, assim como nas demais ciências há livros e autores que são clássicos como na Anatomia: O  Sisson, o Dyce o Popesk , na Fisiologia: o Gyton e o Cunningham, na Microbiologia: o Carter, na Bioquímica: o Lehninger, nas Clínicas de Pequenos: o Feldman, entre outros. “Esses seriam alguns dos exemplos de bibliográfica clássica que fundamentam o ensino de graduação em Medicina Veterinária. É óbvio que outros livros também compõem o acervo, inclusive nacionais, como o Trabulsi, o Correa e Correa, o de Semiologia, de Francisco Leydson, o de Terapêutica Veterinária, da professora Silvia Andrade, e outros igualmente importantes”, completa.

Temas didáticos. O graduando em Medicina Veterinária deve saber que este curso é complexo e constituído por disciplinas básicas e profissionalizantes que se integram ao longo dos anos, como comenta Márcia. A grade curricular é composta por disciplinas que vão desde a anatomia e fisiologia comparada, à microbiologia dos microrganismos e de parasitos, patologia, ciclos vitais, a um rol de disciplinas relacionadas à produção animal, clínicas médica e cirúrgica, defesa sanitária, biotecnias, obstetrícia, comportamento e bem-estar animal e coletivo. Enfim, a veterinária é como o sacerdócio, tem que ter aptidão, sensibilidade e, além de amar os animais, é necessário ter o compromisso de zelo pelo seu direito e bem-estar”, descreve.

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Coordenadora ressalta, em resumo, que a principal dica é estudar e não deixar acumular matérias (Foto: reprodução)

Estrutura do curso. Estas aulas devem ser divididas de acordo com seu grau de importância, totalizando em um mínimo de quatro mil horas de curso, como determinado pelo Ministério da Educação (MEC, Brasília/DF). A coordenadora explica que a carga horária total é subdivida em disciplinas obrigatórias, atividades complementares, estágios curriculares e disciplinas optativas, oferecidas ao longo do curso sendo escolhidos pelos alunos de acordo com os seus interesses e afinidades. “Por ser tratar de um curso de Medicina, fundamentado em aulas teóricas e práticas, na sua integridade presencial, na maioria das vezes expositivas, envolvendo atividades laboratoriais, hospitalares e a campo, não se concebe, ao meu ver, a modalidade de ensino à distância (EAD), devendo ser oferecido em tempo integral”, considera.

Estudar sempre. Márcia frisa que a Medicina Veterinária é uma ciência que, como tantas outras, não é estática. “A todo momento se descobrem novas drogas, técnicas, protocolos de diagnósticos , estratégias de controle de parasitos e de microrganismos, sendo necessária, e de forma constante, a reciclagem do conhecimento”, orienta e afirma que essa atualização pode ser absorvida pela participação em congressos, seminários, palestras científicas ou em cursos de especialização e/ou capacitação, além dos cursos de pós-graduação. 

A coordenadora ressalta, em resumo, que a principal dica é estudar e não deixar acumular matérias. “Ao término da aula ou no final do dia, ler a matéria ministrada e refletir, posteriormente, sobre o conteúdo. Desta forma, sedimentamos o conhecimento, semelhantemente a um estado de ruminação mental”. Realizar buscas em livros, em sites científicos, se aprofundar no assunto proposto, não se prender apenas às anotações do caderno também são listadas pela docente. “Eu, particularmente, sou adepta de estudar escrevendo e fazendo associações. Creio que, assim, assimilamos o conteúdo de forma definitiva, não apenas de uma maneira informativa e efêmera”, aconselha.

Portanto, estudantes de primeira viagem: estudar, refletir, fomentar ideias, exercitar o raciocínio, discutir, fazer proposições e associações entre os conteúdos, são práticas consideradas fundamentais para a boa formação e para o amadurecimento profissional.

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