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Profissionais comentam como a violência doméstica atinge os animais de companhia

Médicos-veterinários e/ou pessoas próximas podem intervir em prol da saúde do animal e de demais vítimas

Infelizmente, sabemos da casuística de violência doméstica. Essa ação, muitas vezes, tem reflexo nos animais de companhia, além das demais vítimas. A médica-veterinária Alina Regina Cardoso Galante explica que o médico-veterinário que atua em Medicina Veterinária Legal é o profissional competente para diagnosticar os maus-tratos, crueldade e abuso a animais, analisando tanto o aspecto físico do animal, como também psicológico, além de outros sinais que, também, remetem à violência, como a negligência no tratamento de doenças.

O médico-veterinário, com residência em Medicina Veterinária do Coletivo e mestrando em Ciências Veterinárias, Bruno Pedon Nunes, diz que, independentemente da área de atuação do profissional, ele tem total capacidade e competência para identificar e intervir em casos de violência doméstica que envolvam animais. 

De acordo com os profissionais, a violência doméstica pode trazer consequências físicas e emocionais aos animais. E, nesses casos, o médico-veterinário pode diagnosticar alterações físicas e mentais nos animais, buscar respostas a respeito da dinâmica da família, tentar identificar o possível agressor, sugerindo alterações no tratamento dos animais e, em último caso, de posse de provas consistentes para realizar denúncia nas delegacias pertinentes.

O médico-veterinário é um profissional apto e capacitado para intervir nesse ciclo de violência. Segundo a médica-veterinária, mestra e doutoranda em Ciências Veterinárias, Yasmin da Silva Gonçalves da Rocha, em casos que envolvam negligência leve, em que o animal não está em condição de perigo, mas as condições devem ser corrigidas para não apresentar agravamento, deve-se conversar com o tutor e estabelecer um plano de correção/reparação. Se o tutor aceitar corrigir/reparar a situação, deve-se registrar e monitorar a execução do plano estabelecido junto ao tutor, promovendo monitoramento contínuo em caso de resultado satisfatório. Porém, se o tutor não aceitar realizar as correções/reparações, ou se durante o monitoramento não houver resultado satisfatório, deve-se acionar os órgãos competentes de proteção animal (como polícia militar ambiental, delegacia especializada da fauna e secretarias municipais de meio ambiente).

Os entrevistados destacam que é importante entender que, antes de ser um bom profissional, é preciso ser um bom ser humano, para que, o médico-veterinário que presenciar ou lidar com casos de violência doméstica possa ter empatia para conseguir ajudar as vítimas.

Para saber mais como ajudar esses animais, acesse a reportagem completa em nossa revista on-line, clicando aqui.

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