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    Profissional explica a importância da adoção responsável

    Docente da Una Sete Lagoas também orienta sobre como preparar a casa para a chegada de um pet

    Profissional explica a importância da adoção responsável
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    8 de outubro de 2024
    Última atualização: 10/10/2024 - 09:08

    Cerca de um terço dos animais de estimação no mundo, cerca de 362 milhões deles, não possui um lar, de acordo com o “Índice de Abandono Animal”, maior e mais recente estudo internacional sobre o assunto, realizado pela empresa internacional de alimentação Mars Petcare. Só no Brasil, são aproximadamente 30,2 milhões de cães e gatos que vivem nas ruas ou em abrigos aguardando adoção, o que corresponde a 25% da população total desses animais.

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    Andressa Nathalie Nunes, professora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Una Sete Lagoas, explica que o tutor precisa ter consciência de que a adoção traz com ela responsabilidades e compromissos, para que não haja nenhum tipo de frustração para ambos os envolvidos”.

    A veterinária dá orientações sobre como preparar a casa para a chegada de um novo membro (Foto: Divulgação)

    De acordo com a docente, quem vai adotar um bichinho precisa saber que a vida vai mudar a partir dessa decisão. “Não é só amor, tem que ter disponibilidade de horários, tempo para dar atenção e os devidos cuidados, renda disponível para atender as necessidades do animal, inclusive nutricionais. E entender que, às vezes, será preciso renunciar a algumas situações nas quais não cabe seu pet ou pode prejudicá-lo”.

    A professora aponta os benefícios da adoção. “É um ato extremamente significativo para o animal, que terá a chance de ir para um lar que vai proporcionar, além de abrigo e espaço adequado para o seu descanso e lazer, também carinho, proteção e apoio nas fases mais difíceis, como a velhice e os tratamentos de doenças. E para a família, pois esta terá um novo membro, uma nova rotina e mais alegria, pois é reconhecido que pets contribuem para a redução do estresse e, muitas vezes, ajudam também a superar perdas e outras situações difíceis”.

    Orientações para quem vai adotar

    Andressa salienta os principais cuidados que um tutor deve ter ao adotar. “Vão além de fornecer comida e água, pois o bichinho precisa de atenção em relação a castração, vermifugação correta, vacinação regular, higiene completa, alimentação adequada, controle de ectoparasitas (pulgas e carrapatos) e visitas periódicas ao médico veterinário para checar se a saúde está em dia, entre outros aspectos importantes”.

    A especialista evidencia os custos envolvidos. “Os gastos não são fixos, dependem uma série de fatores, como o tamanho, a alimentação, a periodicidade de ida ao médico veterinário e se ele tem alguma comorbidade ou alguma necessidade, além das básicas. Em média, os custos giram em torno de R$ 250-300 por mês, o que pode variar conforme a região, os hábitos de manejo e os cuidados com o mascote”.

    A veterinária dá orientações sobre como preparar a casa para a chegada de um novo membro. “Organize o espaço com antecedência, garantindo que o animal tenha um local seguro e confortável para se adaptar ao novo lar. Providencie os itens básicos, como cama, comedouro, bebedouro, brinquedos, e defina os espaços onde ele poderá circular livremente”.

    O tutor precisa ter consciência de que a adoção traz com ela responsabilidades e compromissos, para que não haja nenhum tipo de frustração para ambos os envolvidos (Foto: Divulgação)

    Andressa destaca os principais cuidados de saúde que um tutor deve ter. “Os animais recém adotados devem receber antiparasitários regularmente para controle de pulgas e carrapatos. É essencial ainda conferir e manter atualizado o cartão de vacina, e de acordo com a necessidade, avaliar a periodicidade do banho a regularidade das visitas ao médico-veterinário. E acima de tudo, sempre observar o animal, pois as mudanças de comportamento são sinais relevantes para o estado de saúde do bichinho”.

    Sobre a ocorrência de problemas de comportamento em animais adotados, a docente ressalta que “é fundamental procurar entender a causa, perceber o que desencadeia o problema no cachorro ou no gato”. E dá algumas dicas:

    • Busque deixar o ambiente adequado para que o pet se sinta seguro e confortável;
    • Procure facilitar a ⁠adaptação do animal ao ambiente e deixe que ele se comporte à sua maneira natural;
    • Ajude-o a gastar energia, com passeios, brinquedos e brincadeiras;
    • Cuide da socialização do cão, da maneira como ele reage a outros cachorros e a pessoas, conhecidas e estranhas. Seja firme e seguro ao dar os comandos;
    • Considere a ajuda de um adestrador ou de um profissional especializado.

    Fonte: Centro Universitário Una, adaptado pela Equipe Cães e Gatos.

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