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Inovação e Mercado

Quase 75% das doenças infecciosas que afetam humanos tiveram origem animal

Por Equipe Cães&Gatos
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Por Equipe Cães&Gatos

Em 03 de novembro, é comemorado o Dia Mundial da Saúde Única, uma iniciativa da One Health Commission, da One Health Platform e da One Health Initiative Team. Desde 2016, essas organizações globais independentes de profissionais multidisciplinares celebram a data. O objetivo é atuar pela disseminação do conceito que integra as saúdes humana, animal e o meio ambiente e foi lançado pela Wildlife Conservation Society, em 2004.

Após a pandemia da Covid-19, o tema ganhou projeção, principalmente, pela quase certa origem zoonótica do vírus Sars-Cov-2. Hoje, segundo dados da Organização Mundial da Saúde Animal, corroborados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 75% das doenças infecciosas emergentes que afetam humanos tiveram origem animal. Alguns exemplos são o ebola, a febre amarela, a raiva e a gripe aviária. Além disso, 80% dos agentes que apresentam potencial para serem usados como armas de bioterrorismo são patógenos zoonóticos.

O Sistema CFMV/CRMVs apoia a incorporação e aplicação do conceito de Saúde Única por todos os agentes envolvidos com a saúde humana, animal e a preservação do meio ambiente. Para a American Veterinary Medical Association, a aplicação final da Saúde Única é um dos desafios mais críticos e urgentes que a humanidade enfrenta.

Saúde Única no Brasil

No Brasil, os ministérios da Saúde, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Meio Ambiente (MAPA), diretamente ou por meio de secretarias e autarquias subordinadas, vêm criando normas e orientações voltadas à aplicação prática da Saúde Única. O envolvimento de múltiplos atores é fundamental para o desenvolvimento de estratégias inovadoras, a incorporação de tecnologias e a inovação para vigilância e controle de doenças.

“A abordagem de ‘uma saúde’ vai além das doenças zoonóticas emergentes. Enraizada na compreensão da interdependência dos sistemas feito pelos seres humanos e naturais, coloca em evidência questões globais, como contaminação ambiental, perda de diversidade, degradação da função ecossistêmica e resistência antimicrobiana”, escreveu a Comissão Nacional de Saúde Pública do CFMV, na Revista CFMV 85 (2020).

(Foto: reprodução)

Fonte: CFMV, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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