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RECORRÊNCIA DE ESTRABISMO EM SIAMESES PARTE DE MESMO GENE DO ALBINISMO

Geralmente, os animais da raça possuem os dois olhos virados para dentro

Geralmente, os animais da raça possuem os dois olhos virados para dentro

A lenda em que a raça siamesa está envolta deixa diversas explicações para uma peculiaridade comum destes animais: o estrabismo. Já a ciência explica essa ocorrência pelos seus genes.

Um dos gatos mais populares do mundo, o siamês era um animal sagrado no Sião. Sua linhagem era, cuidadosamente, preservada e eles nunca eram vendidos mas, sim, presenteados como forma de honrar uma pessoa.

Conta a história que eles eram encarregados de fazer a guarda de tesouros do reino e acabaram ficando vesgos porque os vigiavam muito de perto. “Quando a raça foi criada no Sião, atual Tailândia, foram selecionados, involuntariamente, genes que acarretaram alguns defeitos, como o estrabismo, e uma pequena falha na ponta da cauda, que pode ser em forma de L”, diz o médico-veterinário da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, especialista em gatos, Gelson Genaro

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Mesmo com boa parte dos animais da raçasofrendo de estrabismo, somente os com olhosperfeitos têm valor comercial (Foto: reprodução)

A ocorrência no caso dos gatos siameses, geralmente, é convergente, quando os dois olhos são virados para dentro. Característica que, segundo os especialistas, está relacionada ao mesmo gene causador do albinismo.

O aparecimento desta raça é datada, conforme relatos, de 1350, mas foi apenas no século 19 que ela chegou ao Ocidente. O cônsul inglês Owen Gould recebeu alguns animais de presente do próprio rei do Sião, em 1884, e os levou para Londres, onde fizeram enorme sucesso em uma exposição de felinos.

Outras curiosidades. No mundo dos felinos, outras características genéticas chamam atenção. Os animais de pelagem tricolor (branco, amarelo e preto), por exemplo, quase sempre são fêmeas. Os machos, tendem a ter três cromossomos e são estéreis.

Já os gatos que possuem pelagem branca e olhos azuis são portadores de um gene que também o torna surdo total ou parcial. Geralmente, esses animais conseguem levar uma vida normal, entretanto, os filhotes de fêmeas assim, dificilmente, sobrevivem, porque as mães não ouvem seus miados.

Fonte: A.I., adaptado pela equipe feed&food.

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