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RISCOS DE ANIMAIS NAS RODOVIAS SÃO DESTACADOS PELO CRMV-SP

Cães e gatos perdem a referência de ambiente na pista, ficando desorientados

O abandono de cães e gatos causa inúmeros transtornos para os animais que são negligenciados e para toda a população. Quando o abandono acontece próximo a rodovias, onde há circulação de veículos em alta velocidade, as consequências podem ser ainda mais graves. 

Tendo em vista os sérios problemas decorrentes do abandono de animais domésticos, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP, São Paulo/SP) promove e apoia campanhas que tenham como objetivo orientar os tutores sobre a guarda responsável e as consequências do abandono. Durante o período de férias e maior incidência de abandono de animais nas rodovias, o Conselho, em parceria com a CCR Nova Dutra, têm realizado ações nas praças de pedágio do Estado de São Paulo ao longo da Rodovia Presidente Dutra. 

Nos últimos dois anos, com a intensificação das campanhas de conscientização, observou-se uma redução na quantidade de animais resgatados e mortos em rodovias do Estado de São Paulo. No entanto, os números ainda são altos. Segundo dados da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp, São Paulo/SP), apenas em 2017, foram encontrados 15.268 gatos e cães mortos nas rodovias paulistas administradas por concessionárias da Agência. 

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Ao se deparar com um animal na rodovia, o condutordeve reduzir a velocidade e evitar utilizar a buzinaou piscar os faróis (Foto: reprodução)

Os perigos podem variar conforme a faixa etária, espécie e condição física e mental do animal, explica a médica-veterinária presidente da Comissão Técnica de Médicos-Veterinários de ONGs do CRMV-SP, Vânia de Fátima Plaza Nunes. “Cada animal reage de uma forma a uma situação de risco”, avalia. 

O fato é que animais que são deixados às margens das rodovias perdem a referência de ambiente, ficando desorientados e assustados. “Se o animal invadir a pista, ele pode ser morto de forma violenta ou ter uma lesão grave que cause intenso sofrimento e, ainda, se for portador de alguma enfermidade, pode contaminar o local”, alerta Vânia. 

De acordo com a Artesp, para reduzir os riscos de acidentes envolvendo animais, as concessionárias adotam uma série de medidas preventivas sob orientação da Agência. As ações incluem o monitoramento constante das pistas por sistema de câmeras, instalação de telas ao longo de trechos das rodovias e a construção de passagens de fauna para os animais atravessarem sem cruzar diretamente a pista. 

Animais na pista. Ao se deparar com um animal na rodovia, o condutor deve reduzir a velocidade e evitar utilizar a buzina ou piscar os faróis, para não assustar o animal. A Artesp orienta que, se for necessário ultrapassar, o ideal é seguir por trás do animal. Depois da ultrapassagem, recomenda-se sinalizar o perigo para os motoristas que vêm em direção oposta. O ato de piscar três vezes o farol e posicionar a mão para baixo com quatro dedos abertos indica a presença de animais na pista.  

Animais atropelados devem ser encaminhados para atendimento médico-veterinário de urgência. Para isso, o condutor deve isolar o local do acidente e entrar em contato com a concessionária. “O cuidado ao parar na rodovia deve ser redobrado, pois o animal poderá se movimentar, mesmo debilitado, e o risco de um novo acidente aumenta”, finaliza. 

Fonte: CRMV-SP, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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