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SAMUVET AUXILIA ANIMAIS ACIDENTADOS EM VIAS PÚBLICAS DA CIDADE DE FLORIANÓPOLIS (SC)

Serviço de atendimento móvel de urgência veterinária foi idealizado pelo então presidente da Dibea do município

Serviço de atendimento móvel de urgência veterinária foi idealizado pelo então presidente da Dibea do município

Cláudia Guimarães, da redação
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“A pior coisa que existe é ver um animal agonizando no asfalto, sem nenhuma ajuda”, esse foi o pensamento que levou Eduardo Cavallazzi a criar o projeto Samuvet e colocar em prática nas ruas de Florianópolis (SC).

O idealizador, que trabalha na Polícia Militar (PM) há 20 anos, enxergou um sério problema em sua rotina de trabalho, que engloba vários serviços agregados e um deles é a questão animal. “Quando eu entrei no bem-estar animal, percebi que havia ali uma possibilidade de auxiliar tanto a polícia quanto a população e, principalmente, o bicho”, conta o profissional que atuou como presidente da Diretoria do Bem-Estar Animal (Dibea, Florianópolis/SC) até o ano passado, onde colocou em prática o desejo de auxiliar os seres feridos.

O Samuvet é um serviço de atendimento móvel de urgência veterinária, mas muitas pessoas confundiam a atividade com carrocinha no início do projeto, como conta Cavallazzi. “Tivemos que disciplinar algumas coisas para que a população entendesse como iria funcionar. Seria para animais sem proprietário que tivessem sido vítimas de acidentes em via publica”, explica e ainda destaca que, geralmente, os atendimentos dessas ocorrências eram realizados no período da noite e de madrugada e apenas das chamadas que o número 190 recebia e, apesar do projeto ter apenas um veículo adaptado disponível, conseguiram, desde o início, atender a todas as ocorrências. “Em três meses foram cerca de 100 ligações, todas com horário, protocolo e nome do solicitante. A demanda era bastante grande, por isso sempre destacava que o Samuvet não veio para resolver o problema, mas sim para amenizar algumas situações”.

Utilizando de verba particular, os envolvidos na iniciativa compraram aparelhos celulares e criaram linhas para recebimento exclusivo de chamadas de urgência com animais. Porém, no início, o idealizador explica que se deparou com problemas de trotes. “Existia um grupo de protetores que não acreditaram no projeto e passavam chamadas falsas só para ver se o carro iria ao local indicado e isso fazia com que o médico-veterinário tivesse sua hora contabilizada por nada, por isso ficou anexado a questão da policia militar. Só iriamos quando a PM gerasse um protocolo”. E assim obtiveram sucesso.

Outro fato importante destacado pelo profissional é a parceira que foi criada entre os protetores que trabalham na Diretoria e pessoas que recolhem animais de rua em grandes quantidades. Estes cidadãos passaram a receber ajuda dos profissionais do Samuvet, já que, de certa forma, também prestam um serviço ao município.

Além disso, outra questão levantada por Cavallazzi é a mão de obra humana. Os profissionais que atuam na iniciativa são avaliados em concurso público. “Mas trabalhar com animais exige muito das pessoas, que, se não gostam, tornam a situação problemática. Já vi muitos atuando só pela estabilidade de passar em um concurso. Tive muito problema em relação a isso, mas contei com o auxílio de dois médicos-veterinários que alicerçaram o projeto”.

Conforme menciona, com os atendimentos do Samuvet, foi possível notar que o maior índice de atropelamentos de animais é, geralmente, nos finais de semana, porque não há um movimento muito grande de veículos. “Isso faz com que quanto mais veículos na rua, menos atropelamento, porque a velocidade diminui”, explica. Porém, sobre espalhar a ideia para outras localidades do Estado,o idealizador julga ser um pouco mais complicado. “Municípios pequenos não teriam como absorver uma situação dessa, então creio que grandes cidades ou municípios com um determinado número populacional deveria ter esse tipo de serviço, mas isso está completamente fora da nossa perspectiva, até porque depende muito de vontade política”, frisa.

Para Cavallazzi, sem planejamento, uma política pública específica e um fundo para arrecadar dinheiro não é possível encabeçar projetos em prol dos animais. “A proteção animal precisa de dinheiro, o custo é alto, tem que haver vontade e eu entendo que só com uma educação sobre causa é que a coisa vai começar a andar”, completa.

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