Cães e gatos logo

Buscar na cães e gatos

Pesquisar
Close this search box.
- PUBLICIDADE -
Pets e Curiosidades

Seis tarefas para as crianças no cuidado com pets

Saiba também o que avaliar antes de dar um animal de estimação de presente
Por Equipe Cães&Gatos
Smiling african american kid girl with dog outside. Happy child with pet
Por Equipe Cães&Gatos

Os cuidados que um pet exige, o compromisso em cuidar, as viagens de férias, o hotel para o bichinho, a higiene do local, os móveis roídos e outros tantos motivos estão nas listas dos pais para evitar presentear a criança com um animal de estimação.

Mas, hora ou outra, chega o questionamento: dá para realizar essa vontade nesse ano ou é preciso esperar mais um tempo? Para tentar equilibrar o peso dessa balança e chegar em um consenso, algumas tarefas educativas podem ser divididas com crianças maiores — sob supervisão de adultos. 

Tais rituais podem contribuir para o público infantil entender melhor a relação entre pessoas e animais de estimação, assim como as responsabilidades de ter uma criatura viva e cheia de necessidades debaixo do mesmo teto.

E a pergunta seguinte é essa: será que as crianças da casa já estão preparadas para encarar esse desafio?

Children play with puppies. Children and puppies. Pets. Girls and puppies.
Algumas tarefas ainda terão de ser responsabilidade dos adultos (Foto: reprodução)

Horário para comer: Uma pessoa até pode ficar mais tempo na cama aos finais de semana e não tomar café da manhã, mas saiba que pular uma refeição, para o pet bebê, é motivo de grande angústia. Em idade de crescimento, filhotes necessitam de rotina quando o assunto é comida e alguém na casa terá que se comprometer em acordar e oferecer alimento ao animal. Existem comedouros automáticos, mas não são todas as famílias que têm essa facilidade.

Limpeza de dejetos: Cachorro e gato, quando filhotes, fazem muita sujeira, misturando brinquedos com água e rasgando cobertores. O cheiro de fezes e urina complica tudo. Aliás, odores são os grandes vilões que, se não impedem, retardam a chegada do pet na família. Todas as manhãs alguém tem que limpar essa sujeira que, às vezes, também ocorre de tarde e de noite em função das brincadeiras do bichinho.

Educar onde fazer xixi: Seja na rua ou em dentro de casa, ensinar um pet o lugar exato de fazer xixi pode exigir bastante dedicação. Alguns até vêm de seus canis sabendo o que é um tapete higiênico, o que facilita a vida do novo tutor, mas cães provenientes de abrigo podem achar sua casa um penico gigante e exigir, em um primeiro momento, que alguém leve o pet para aliviar a bexiga sobre a terra ou grama cinco vezes por dia quando filhote.

Ficar sozinho em casa: Alguns pets podem ter o complicado costume de uivar ou fazer “aquele” estrago em móveis e acessórios quando ficam sozinhos em casa. Esse costuma ser o pavor número dois de quem não quer ter animais em casa, perdendo apenas para o odor.

Para complicar, sempre tem um vizinho de porta para conferir mais peso à situação. Para reduzir esse conflito, é bom saber se esse mascote já tem o costume de ficar sozinho. Se ele sair do ninho quentinho em que dormia com os irmãos, os cuidados serão redobrados. Algumas raças são reconhecidamente bagunceiras e isso perdura por longos dois anos. O labrador é um deles.

Banho: Banhar um mascote não é tarefa para qualquer um. Banho exige um pouco de técnica ou o resultado será apenas molhar o animal com água (e se for peludo ficará com odor ainda mais forte do que se não tivesse tomado banho). O ritual exige paciência e comprometimento, o que nem todos os tutores conseguem ter, razão pela qual pipocam tantas petshops por aí. 

Crianças podem achar divertida a molhaçada proporcionada pelo banho do mascote, mas os cuidados são constantes e isso inclui não lavar os ouvidos. Por conta disso, banho no mascote segue sendo tarefa de adulto por um longo tempo.

Hospedagem: Para aqueles que, por qualquer motivo, não podem estar sempre acompanhados de seus mascotes nas férias escolares, é necessário levar uma conversa séria com a tia, a sogra ou a babá das crianças. Alguém terá que ficar duas semanas com os mascotes nas festas de final de ano. E não vale desistir depois. Ainda que o pet fique em hotelzinho, uma passagem prévia se faz necessária para ele não ficar triste ou assustado demais na primeira vez em que pernoitar fora do lar.

E, se a chegada do mascote for agora, no dia 12 de outubro, lembre-se de que ele ainda será filhote no Natal e talvez não tenha todas as vacinas necessárias exigidas por um hotel para animais. Por conta disso, terá que ficar com outra pessoa.

Lembre-se: a responsabilidade é do adulto

Para quem está pensando em acolher um animal de estimação em casa, não conte com a colaboração de crianças para cuidar dele. Cabe lembrar que um pet mal ajustado à família torna-se um potente candidato a ser um animal doado para terceiros, pessoas que perdem, dessa forma, a chance de educar o filhote desde cedo dentro dos moldes de sua família.

Pense nisso. Adote consciente. Crianças amam brincar com animais e pode ser gratificante e até divertidíssimo compartilhar a vida com eles. Contudo, a responsabilidade sobre o bem-estar animal segue sendo uma tarefa destinada ao público adulto.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães e Gatos VET FOOD.

LEIA TAMBÉM:

Descanso de médicos-veterinários é tema de projeto de lei

Conheça as 10 raças de cães que vivem mais

Austrália: Caça aos gatos é a melhor medida de controle populacional?

Compartilhe este artigo agora no