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    SONAR IMPACTA VIDA MARINHA E PODE ATÉ PROVOCAR A MORTE DE BALEIAS

    SONAR IMPACTA VIDA MARINHA E PODE ATÉ PROVOCAR A MORTE DE BALEIAS Países que proibiram a utilização já apresentam melhoras, segundo os pesquisadores

    SONAR IMPACTA VIDA MARINHA E PODE ATÉ PROVOCAR A MORTE DE BALEIAS
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    11 de fevereiro de 2019
    Última atualização: 27/11/2020 - 14:30

    Países que proibiram a utilização já apresentam melhoras, segundo os pesquisadores

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    Um estudo publicado pela Royal Society B mostra que o sonar de navios, não só impacta a vida marinha, como pode literalmente parar as baleias de medo.

    O barulho atordoante, principalmente para os mamíferos, faz com que eles nadem por metros, oscilando entre mergulhos em direção ao fundo do mar e de volta à superfície. Com isso, o animal passa por um efeito doloroso de descompressão e bolhas de nitrogênio no sangue.

    O estudo aponta que essas bolhas podem causar hemorragia e danificar órgãos vitais. Um processo semelhante ao de descompressão que mergulhadores passam ao retornar para superfície muito rápido.

    O som pode variar de 170 a 196 decibéis. Antes de 1960 esse tipo de sonar não era comum, foi somente depois, com o aparecimento de um tipo de sonar ativo de frequência média (MFAS), que o impacto na vida marinha piorou e baleias passaram a ser encontradas encalhadas e mortas em praias.

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    Mamíferos são os principais afetadoscom o impacto do sonar (Foto: reprodução)

    “Na presença do sonar esses animais ficam estressados e tentam fugir do barulho, mudando assim o padrão de mergulho”, conta uma das autoras do estudo, Yara Bernaldo de Quiros.

    Para cada baleia, o impacto pode ser diferente, mas sempre assimilados ao estresse. Os autores do trabalho notaram, também, que países que baniram o uso no fundo do mar apresentaram uma melhora significativa na vida marinha.

    As Ilhas Canárias são um exemplo disso. A região desde 2004 segue uma moratória do governo espanhol que restringe o uso de sonares. Apesar do resultado positivo, muitos países ainda usam essa tecnologia.

    Fonte: Galileu, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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