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TEMPO SECO REQUER ATENÇÃO EXTRA AO AMBIENTE E SAÚDE DO CÃO

Ainda com as temperaturas amenas do outono, oferta de água é essencial

O outono se aproxima e, por conta do tempo seco, é tempo de ficar atento com os cães, principalmente com os de focinho achatado (braquicefálicos), como os boxers, pugs, shihtzus e lhasa apsos. O motivo é que, por conta do formato do crânio, eles têm maior dificuldade para respirar e os olhos também ficam mais expostos ao clima. 

Mas nada disso é motivo para pânico. “Nesta época do ano, problemas respiratórios e conjuntivites podem afetar os pets com mais intensidade” – explica o médico-veterinário e gerente Técnico Nacional da Total Alimentos (Três Corações/MG), Marcello Machado. 

Então, como evitar o desconforto nos cães? Antes de mais nada, é preciso olhar ao redor: o ambiente deve ter uma temperatura confortável. “No período de clima seco e frio, é preciso utilizar agasalhos e roupinhas. Também vale a pena colocar cobertores no local onde o pet dorme. Lembrando que é fundamental manter os locais limpos e secos e as roupas e cobertas sempre limpas e livres de poeira”, diz Machado. O excesso de poeira e de ácaros pode desencadear alergias e outros males respiratórios. 

Muito se fala da importância da água durante as altas temperaturas, mas ela deve estar disponível o tempo todo, também, no frio. Como em grande parte do Brasil, o tempo frio acontece durante as estações mais secas, o tutor não deve se esquecer de checar a tigela de água, que deve estar bem limpa. “Independentemente da temperatura que está fazendo, o esforço físico desidrata o pet, então é muito importante o fornecimento de água durante os passeios, inclusive”, alerta Machado. 

Vale lembrar que é preciso evitar apenas água muito gelada. Segundo o profissional, nessa época do ano, oferecer água na temperatura ambiente é o essencial. Como de praxe, qualquer comportamento estranho, de desânimo e falta de apetite, o animal deve ser levado ao veterinário. 

Em caso de desidratação, é possível tratar do pet em casa, mas a decisão em relação a qualquer tipo de terapia deve ser estabelecida por um profissional. “Uma desidratação leve pode, sim, ser tratada em casa, mas a desidratação pode envolver doenças potencialmente perigosas”, diz o Machado. Afinal de contas, a desidratação é um indício e não uma enfermidade em si. “É preciso entender o que levou a esse quadro. Alguns sintomas são os vômitos e diarreias. Nesses casos, uma avaliação mais detalhada de um profissional veterinário é muito importante para controlar e curar o animal”, completa 

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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