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Tosse dos canis: médico-veterinário explica quais os sintomas e como tratar a doença

A Doença Respiratória Infecciosa Canina é causada por diferentes microorganismos e pode ser transmitida aos humanos

Você sabia que, durante o inverno, assim como os seres humanos, o seu pet também fica mais exposto a doenças respiratórias, como gripes e resfriados? Por exemplo, em épocas mais geladas, é muito comum encontrar cachorros diagnosticados com a tosse dos canis, nome mais popular para a Doença Respiratória Infecciosa Canina (DRIC). 

Segundo o médico-veterinário Renato Costa, o aumento no número de casos desse tipo se justifica porque há maior aglomeração de indivíduos e menor fluxo de ar, por ficarem em locais fechados. A queda de temperatura promove um desafio maior para a função do sistema imune e deixar o ar mais seco, o que resseca a mucosa nasal dos animais, facilitando a entrada de agentes infecciosos. 

tosse dos canis
A queda de temperatura promove um desafio maior para a função do sistema imune e deixa o ar mais seco, o que resseca a mucosa nasal dos animais, facilitando a entrada de agentes infecciosos (Foto: reprodução)

O que causa a gripe canina?  

A tosse dos canis é uma doença infecciosa causada por diferentes microorganismos, geralmente em associação. Os principais agentes contaminadores são a bactéria Bordetella Bronchiseptica e o vírus da parainfluenza canina, que se alojam no sistema respiratório dos animais. 

Além disso, assim como a influenza humana, a gripe canina também é transmissível. Sendo assim, as principais formas de contágio são pelo ar ou pelo contato com secreções nasais e orais de animais já contaminados. Por este motivo, a aglomeração de pets em locais fechados — como canis, creches e hotéis — facilita a proliferação desses micróbios.  

Por isso, em casos de infecção pela doença, o recomendado é que o seu pet fique isolado até uma semana depois do desaparecimento de todos os sintomas.  

Tosse dos canis passa para humanos? 

Esse cuidado deve ser tomado não só com outros animais, mas também nas interações entre o pet e os tutores.  

A tosse dos canis é uma zoonose, então pode contaminar as pessoas que convivem com o pet. Embora ocorra raramente e afete mais intensamente grupos com baixa imunidade. 

Quais os principais sintomas da tosse dos canis?

Normalmente, os primeiros sinais da doença começam a aparecer de 3 a 10 dias após a infecção inicial. Os primeiros sintomas são muito semelhantes aos da gripe humana: febre, tosse seca, secreções nasais e indisposição. 

Em animais adultos, a infecção normalmente se restringe a esses sintomas mais leves, havendo melhora espontânea após uma a duas semanas.  

Contudo, em animais que são considerados “grupos de riscos” — aqueles que têm a imunidade comprometida, como filhotes, idosos e com doenças pré-existentes —, ela pode evoluir para uma condição mais grave, como uma pneumonia.  

Por isso, ao observar qualquer um desses sinais, é importante procurar um médico-veterinário para fazer a avaliação correta e o quanto antes, para evitar que a doença evolua. 

Como é feito o diagnóstico da doença? 

Normalmente, o diagnóstico é feito com base em uma avaliação completa feita por um profissional, considerando os sintomas apresentados e o histórico do animal.  

Para maior precisão, pode ser solicitado um exame PCR — semelhante àquele realizado para diagnosticar o Covid-19. Entretanto, o Drº Renato pontua que essa opção é indicada mais raramente, devido à necessidade de anestesia do paciente para obtenção da amostra a ser analisada. 

Qual é o tratamento para a tosse dos canis? 

Após o diagnóstico, o especialista vai indicar o tratamento adequado de acordo com o quadro do paciente.  

Nos cenários mais leves, os sintomas são tratados com xaropes antitussígenos e broncodilatadores até que a infecção se cure.  

Já para aqueles quadros mais graves, há também a administração de antibióticos para combater a doença e evitar infecções secundárias. Nesses casos, quando há secreção mucoide ou mucopurulenta, o uso de mucolíticos também é indicado.  

Lembre-se que animais que pertencem aos grupos de risco podem necessitar de acompanhamento mais frequente e outras modalidades de terapia. 

Para manter o seu pet longe da tosse dos canis, o Dr. Renato recomenda a vacinação do animal contra os agentes infecciosos e também a adoção de medidas para melhorar a imunidade do cão, como o uso de suplementos que contenham antioxidantes e outros componentes que estimulem e regulem a função imune.  

Fonte: Vetnil, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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