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Tratamento oncológico de pacientes nefropatas deve ser prescrito com cautela

Veterinário deve monitorar o pet com exames regulares para sucesso da terapia

Estabelecer um tratamento oncológico para um pet nefropata não é uma tarefa simples e exige atenção. Muitas vezes, esse tratamento deve ser, até mesmo, diferenciado.  Conforme a médica-veterinária doutora em Oncologia, do Serviço Especializado em Oncologia Veterinária (Seovet), Simone Crestoni Fernandes, alguns quimioterápicos podem ter um maior potencial nefrotóxico.

“Temos que ajustar as doses quando o paciente é nefropata e, algumas vezes, até substituir o medicamento. Também devemos sempre monitorá-lo durante todo o tratamento, com exames antes de cada sessão de quimioterapia”, afirma.

A médica-veterinária, com atendimento especializado em Oncologia e pós-graduanda em Nefrologia Veterinária, Carolina de Farias Leitão acrescenta que é importante a monitoração de marcadores da função renal, como ureia e creatinina, exame de urina. Hidratação, pressão arterial sistêmica, devem ser avaliados com maior frequência, assim como síndromes paraneoplásicas e efeitos colaterais pós quimioterapia. “Além disso, caso o paciente necessite de intervenção cirúrgica, deve ser realizada com cautela, junto com um anestesista experiente”.

Simone orienta os cuidados que se deve ter com o paciente nefropata, quando for administrada a quimioterapia: “Devemos tentar optar por medicamentos que sejam menos tóxicos aos rins, ajustar as doses, mudar a alimentação”.

Carolina acrescenta que o médico-veterinário deve ficar atento aos efeitos colaterais pós quimioterapia, como vômitos e diarreia, que podem levar à desidratação, que, em alguns casos, favorece a diminuição da perfusão renal.

Também é possível que pacientes que estejam fazendo quimioterapia desenvolvam nefrotoxicidade. “Caso isso ocorra, é importante contar com uma equipe especializada em Nefrologia para que proporcione a melhor terapia de acordo com a necessidade do paciente”, afirma Carolina. Sobre um tratamento a ser acrescentado, ela afirma que deve ser ajustado de acordo com as necessidades do paciente, de forma individualizada.

Leia a reportagem completa, na edição de agosto da C&G VF. Acesse aqui.

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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