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    Tratamento oncológico de pacientes nefropatas deve ser prescrito com cautela

    Estabelecer um tratamento oncológico para um pet nefropata não é uma tarefa simples e exige atenção. Muitas vezes, esse tratamento deve ser, até mesmo, diferenciado.  Conforme a médica-veterinária doutora em Oncologia, do Serviço Especializado em Oncologia Veterinária (Seovet), Simone Crestoni Fernandes, alguns quimioterápicos podem ter um maior potencial nefrotóxico.

    Tratamento oncológico de pacientes nefropatas deve ser prescrito com cautela
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    17 de agosto de 2021

    Estabelecer um tratamento oncológico para um pet nefropata não é uma tarefa simples e exige atenção. Muitas vezes, esse tratamento deve ser, até mesmo, diferenciado.  Conforme a médica-veterinária doutora em Oncologia, do Serviço Especializado em Oncologia Veterinária (Seovet), Simone Crestoni Fernandes, alguns quimioterápicos podem ter um maior potencial nefrotóxico.

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    “Temos que ajustar as doses quando o paciente é nefropata e, algumas vezes, até substituir o medicamento. Também devemos sempre monitorá-lo durante todo o tratamento, com exames antes de cada sessão de quimioterapia”, afirma.

    A médica-veterinária, com atendimento especializado em Oncologia e pós-graduanda em Nefrologia Veterinária, Carolina de Farias Leitão acrescenta que é importante a monitoração de marcadores da função renal, como ureia e creatinina, exame de urina. Hidratação, pressão arterial sistêmica, devem ser avaliados com maior frequência, assim como síndromes paraneoplásicas e efeitos colaterais pós quimioterapia. “Além disso, caso o paciente necessite de intervenção cirúrgica, deve ser realizada com cautela, junto com um anestesista experiente”.

    Simone orienta os cuidados que se deve ter com o paciente nefropata, quando for administrada a quimioterapia: “Devemos tentar optar por medicamentos que sejam menos tóxicos aos rins, ajustar as doses, mudar a alimentação”.

    Carolina acrescenta que o médico-veterinário deve ficar atento aos efeitos colaterais pós quimioterapia, como vômitos e diarreia, que podem levar à desidratação, que, em alguns casos, favorece a diminuição da perfusão renal.

    Também é possível que pacientes que estejam fazendo quimioterapia desenvolvam nefrotoxicidade. “Caso isso ocorra, é importante contar com uma equipe especializada em Nefrologia para que proporcione a melhor terapia de acordo com a necessidade do paciente”, afirma Carolina. Sobre um tratamento a ser acrescentado, ela afirma que deve ser ajustado de acordo com as necessidades do paciente, de forma individualizada.

    Leia a reportagem completa, na edição de agosto da C&G VF. Acesse aqui.

    Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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    (Foto: C&G VF)

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