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Destaques, Clínica e Nutrição

Tratamento ortomolecular pode beneficiar pets com variadas doenças

O tempo médio de tratamento é de seis meses a um ano, de acordo com veterinária atuante na área
Por Equipe Cães&Gatos
ortomolecular
Por Equipe Cães&Gatos

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

Ela é considerada uma prática clínica que faz uso de vitaminas, aminoácidos, minerais, ativos, hormônios, fitoterapia e dieta, buscando corrigir os erros bioquímicos do organismo. Já sabe do que se trata? Se pensou em Medicina Ortomolecular, acertou! Agora, ela também é aplicada na Veterinária.

Como narrado pela médica-veterinária Ortomolecular, funcional integrativa, Coordenadora e Professora da 1ª pós-graduação em Clínica Ortomolecular e Modulação Intestinal Veterinária, pelo IDEPES, que, atualmente, realiza atendimentos on-line e presencial no Trusty Pet Especialidades, Dra Glauce Carreira, a prática surgiu em 1950. “Se baseia em alguns princípios para promover a saúde, como identificar e corrigir deficiências nutricionais, desintoxicar o organismo (metais pesados) e reduzir a inflamação ocasionada pelos radicais livres”, explica.

Dra Glauce elucida a definição da palavra: “Orto=correção, molecular=moléculas. Cabe ao médico-veterinário ortomolecular corrigir a base das doenças por se tratar de erros bioquímicos identificando e tratando a causa, não permitindo que, com o passar dos anos, se tornem Doenças Crônicas Degenerativas”, sinaliza.

O tratamento ortomolecular corrige deficiências nutricionais, desintoxica o organismo e reduzi a inflamação ocasionada pelos radicais livres (Foto: reprodução)

Mas onde tudo começa?

A veterinária relata que os radicais livres são moléculas instáveis que surgem como resultado da queima de oxigênio pelas células, formando uma espécie de oxigênio que, quando em excesso, pode reagir com proteínas, lipídios e DNA de células saudáveis causando estresse oxidativo e danos nestas células, podendo acelerar o processo de envelhecimento do corpo e contribuir para o desenvolvimento de doenças como câncer, diabetes e outros. “Então, quanto menos radicais livres, mais jovem e mais saudável é o corpo e à medida em que o corpo envelhece, menor é a capacidade de combater os radicais livres e os seus efeitos no corpo”, salienta.

Nos organismos, Dra Glauce menciona que o principal efeito da presença de radicais livres e outras espécies reativas de oxigênio é a aceleração do processo de envelhecimento, pelos seus efeitos deletérios, podendo levar à morte celular. “Os efeitos danosos promovidos são variados quanto às formas de manifestação, dependendo de inúmeros fatores associados ao tipo de radical livre, seu potencial de dano, seu local de ação e a capacidade do organismo de combater seus efeitos. Organismos aeróbicos precisam lidar com uma produção constante de radicais livres e, para isso, apresentam mecanismo antioxidante”, relata.

Identificado o problema, neste tratamento é feita a prescrição de dieta e fórmulas individualizadas, de acordo com a necessidade de cada pet
(Foto: reprodução)

Dra Glauce informa que fatores externos podem contribuir para a formação de radicais livres nos organismos, tais como poluição, radiação ultravioleta, resíduos de pesticidas e substâncias presentes em alimentos como aditivos químicos, conservantes e hormônios, estresse e maus hábitos. “À medida em que temos o aumento dos radicais livres com o passar dos anos, temos um estresse oxidativo e o aumento deste estresse leva a uma inflamação local e, logo, sistêmica de um determinado órgão ou órgãos dos pets”, revela.

Quando o tratamento é indicado?

A profissional indica que cães e gatos com doenças endocrinopatias (problemas de tireoide, hipo e hipertireoidismo), pâncreas (pancreatite, diabetes) e adrenal (hipo ou hiperadrenocorticismo), hepatopatias (lipidose, cirrose, colestase, etc.), cardiopatias, doença renal, doenças do sistema genitourinário, gastroenteropatias (gastrites, úlceras, enterocolites, colites), doenças virais (cinomose, FIV, FeLv, PIF, leishmaniose, câncer, dermatopatias, alergias alimentares, doenças neurológicas, doenças ortopédicas (artrite, artrose) podem se beneficiar com o tratamento ortomolecular. “Levando em consideração que todos estes sistemas estão em alto estado inflamatório já crônico devido ao alto nível de estresse oxidativo”, adiciona.

Firmando o diagnóstico

Segundo Dra Glauce, o tratamento é baseado em fazer uma avaliação global da vida do paciente, costumes, alimentação, ambiente onde mora, solicitação de exames (teste genético, alimentar ou microbiota), bioquímicos pertinentes, imagem e testes ortomoleculares em consultório.

“Identificada a causa, o que também pode ser devido a uma alteração de microbiota ou permeabilidade intestinal, é feita a prescrição de dieta e fórmulas magistrais individualizadas, de acordo com a necessidade de cada pet. O tempo médio de tratamento é de seis meses a um ano, pois, muitas vezes, temos mais de um órgão comprometido”, expõe.

A Medicina Ortomolecular contribui para longevidade dos animais de companhia (Foto: reprodução)

Os pets se beneficiam com a Medicina Ortomolecular, segundo Dra Glauce, porque são prescritas, pelos veterinários, matérias-primas naturais, não tendo contra indicações e nem efeitos colaterais. “Animais mais difíceis para uma suplementação oral ou, até mesmo, pets internados se beneficiam com o ortomolecular injetável. 

Vida longa e saudável

A veterinária afirma que a Ortomolecular contribui para longevidade dos animais de companhia, pois o veterinário atuante da área oferece qualidade de saúde ao pet, com um olhar clínico global. “Qualquer alteração bioquímica identificada precocemente,  como combater os radicais livres e diminuir a inflamação, faz com que possamos corrigir e evitar que a doença apareça. Cuidamos e reparamos, também, do DNA e dos telômeros que são responsáveis pelo envelhecimento de qualquer ser vivo”, completa.

Por fim, a profissional ainda destaca a importância do manejo alimentar adequado e de uma suplementação correta, onde deve se levar em consideração todos os nutrientes que o alimento fornece e não sobrecarregar na prescrição magistral, levando o pet a uma hipervitaminose. “Essas são algumas condutas do tratamento ortomolecular lembrando que prevenir sempre será o melhor remédio ou que o remédio seja o mais natural possível. Seu pet depende de você”, encerra.

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