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Especiais, Revistas, 2024

Um sinal de alerta

A anorexia em répteis é um problema que pode resultar de fatores ambientais, doenças e manejo inadequado. Entender as causas e buscar tratamento adequado é crucial para a saúde desses animais
Por Equipe Cães&Gatos
Por Equipe Cães&Gatos

A anorexia em répteis é um problema relativamente comum que pode ter várias causas, desde fatores ambientais até doenças sistêmicas. Nos répteis, a anorexia se refere à recusa de comer, o que pode levar à perda de peso e desnutrição. 

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Segundo o médico-veterinário, clínico e cirurgião de animais silvestre e exóticos volante e na clínica Safari, Marcel Lucena a anorexia (recusa de alimentação), já é um sinal clínico. Os répteis, de maneira  geral, se alimentam muito bem quando respeitado todo manejo correto da espécie, então, quando existe uma diminuição ou recusa total de alimentação (anorexia) isso já é levado como sinal clínico. “Outros sintomas seriam a  aceitação e recusa instantânea, quando animal pega o alimento e recusa (cospe) isso remete a algumas patologias como estomatite ou afecções orais.  Emagrecimento, prostração e diminuição de atividade geral do animal  também são levadas em conta como sintomas’, diz.

Causas de anorexia em répteis 

Lucena aponta que as principais causas de anorexia nesse grupo de animais são as afecções orais, estomatites, erros de manejo ambiental, como temperatura e  umidade, estresse agudo ou crônico e até anorexia fisiológica (alguns períodos  normais onde algumas espécies param de se alimentar, principalmente em período  reprodutivo)”.

No que diz respeito à temperatura do local onde o animal está, ele afirma que o metabolismo dos répteis é dependente da temperatura ambiente, então se  a temperatura está mais baixa do que o ideal para espécie, consequentemente, o metabolismo de modo geral estará mais baixo, assim diminuindo apetite  para alimentação assim como toda absorção alimentar.

Ainda de acordo com ele, animais que apresentam anorexia possuem riscos altíssimos, que facilmente podem levar o animal a óbito. 

Diagnóstico 

Para chegar ao diagnóstico de que o animal esteja com anorexia, Lucena comenta que é necessário realizar avaliação física, histórico e anamnese completa do paciente. “É necessário descartar outras patologias dependendo do caso, então exames  laboratoriais como hemograma e enzimas específicas hepáticas, renais são essenciais  para embasar o quadro”, diz. 

O consumo diário de alimentos deve ser monitorado, segundo o médico-veterinário, pois é por meio dele que se faz o controle regular da alimentação, que irá mostrar os sinais clínicos do início de alguma afecção e anorexia. “Como répteis se alimentam espaçadamente, alguns a cada 20 e 30 dias, isso pode levar ao tutor esquecer alguma alteração ou não notar grandes períodos sem alimentação”, comenta.

Para estimular o apetite em répteis, o melhor tratamento é, de acordo com ele, uma abordagem segura sobre o problema primário que está  gerando a anorexia. “Isso, com certeza, estimulará a volta do apetite do paciente”, diz.

O tratamento varia conforme as diferentes ordens, como ofídios (serpentes) e testudines (jabutis). A principal diferença, segundo ele, é que as serpentes geralmente demoram mais tempo para se alimentar (podendo variar de sete a 30 dias, dependendo da idade e espécie), enquanto os testudines comem quase diariamente. Assim, dependendo do motivo principal a ser tratado, a abordagem para a anorexia difere entre essas ordens. Para serpentes, a alimentação assistida tende a ser mais branda, estimulando lentamente a retomada da alimentação. Em testudines, pode ser necessária a colocação de sondas esofágicas para facilitar a alimentação forçada, já que raramente abrem a cavidade oral voluntariamente.

Lucena afirma que tudo isso só se consegue com profissional especializado que trabalhe e entenda bem a anatomia/fisiologia desses animais. “Então, é sempre recomendado levar em  profissionais qualificados e especializados em animais silvestres e exóticos. Além, de  passar por consultas preventivas pelo menos uma vez ao ano para avaliação geral do animal, conseguindo, assim, diagnosticar essas problemáticas no seu início”, finaliza.

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