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Veterinária fala sobre importância do atendimento especializado dentro do setor

Segundo ela, além do profissional, é importante o tutor procurar clínicas voltadas à espécie do pet

Ofertar um atendimento de qualidade vai muito além de exercer funções básicas da profissão. Atualmente, tutores têm buscado cada vez mais por especialistas dentro da Medicina Veterinária.

“Não basta ser veterinário. Se o pet está com problema na pele, o tutor vai querer passar com um dermatologista”, avalia a médica-veterinária especializada em felinos e proprietária da clínica Gato é Gente Boa, Vanessa Zimbres, de Itu (SP). “Como o paciente não fala, ainda depende de o clínico geral compreender o problema e ter ética para encaminhar ao especialista, o que nem sempre acontece”.

“Do mesmo modo que a gente não pode comparar um coelho a um cavalo, não devemos relacionar o cão ao gato”, esclarece Vanessa. Segundo a profissional, “a dificuldade ainda é essa. Tem muita gente que faz uma especialização em felinos, mas, no dia a dia, continua atendendo cachorro também. Não dá certo. Provavelmente essa pessoa atende muito mais cães do que gatos e esse cuidado específico com o felino, que é tão importante, ficou apenas na teoria”.

Mudanças nas clínicas

Como também destaca Vanessa, nesse cenário de mudanças, uma outra situação comum é o profissional buscar a especialização e realmente atender apenas uma espécie, porém, em um local multidisciplinar. Para ela, Neste caso, o contato com outros animais em espaços compartilhados, como salas de espera e ambientes de exames, pode gerar quadros de estresse capazes de prejudicar o diagnóstico, alterando parâmetros como temperatura e pressão, além da frequência cardíaca e respiratória. 

“Em uma clínica especializada, o atendimento começa já no agendamento da consulta. O responsável pela agenda, normalmente, deve entrar em contato para explicar os procedimentos e ensinar o tutor como trazer o pet para diminuir o estresse”, esclarece Vanessa. “O veterinário também precisa conhecer sobre a espécie para perceber qualquer sinal de desconforto. Às vezes, a gente precisa interromper a consulta e marcar um retorno para garantir que não vamos ter um resultado alterado nos exames”.

Para a profissional, é justamente essa responsabilidade que precisa ser comemorada no dia 09 de setembro, Dia do Médico-Veterinário. A data celebra a assinatura do decreto, por Getúlio Vargas, que regulamentou a profissão, em 1933. Após 88 anos, a carreira está bem consolidada, sendo fundamental na saúde dos pets, porém, ainda precisa de alguns ajustes.

“Hoje, no Brasil, tem mais faculdade de veterinária do que se você somar o número no mundo inteiro. Estamos vivendo um crescimento desenfreado e, infelizmente, o pessoal está saindo muito despreparado. É um cenário muito preocupante, porque o paciente não reclama, não conta como foi sua experiência em uma internação ou como foram os cuidados durante o pós-cirúrgico, por exemplo, e nós, que somos do meio, sabemos que os riscos podem acontecer. Infelizmente, os animais acabam sofrendo em silêncio”, alerta.

Fonte: A.I, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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(Foto: reprodução)

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