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Clínica e Nutrição

Veterinária afirma: FIV, a “aids felina”, não é sentença de morte

O diagnóstico da doença é feito por meio de exames de sangue que detectam anticorpos contra o vírus
Por Equipe Cães&Gatos
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Por Equipe Cães&Gatos

A FIV, também conhecida como aids felina, é uma doença que acomete os gatos domésticos e muitas outras espécies de felinos em todo o mundo. A doença costuma ser temida por ser comparada à aids humana e ainda não tem cura.

Segundo a médica-veterinária que atende no Hospital Pet Care, Vanice Allemand, o vírus da imunodeficiência felina (FIV) é um vírus específico da família dos gatos. Ele é semelhante ao HIV (vírus da imunodeficiência humana, a causa da aids em pessoas), pois ataca e enfraquece o sistema imunológico. “Mas vale lembrar que ser positivo para FIV não é o mesmo que ter aids felina (síndrome da imunodeficiência adquirida dos gatos). Um diagnóstico positivo significa que o seu gato foi infectado pelo vírus, mas pode levar anos até que ele desenvolva os sinais clínicos conhecidos como aids felina. Muitas vezes isso não acontece”, destaca.

A FIV passa para as pessoas? E para outros gatos?

O gato FIV positivo pode ter uma vida normal e bem longeva, desde que acompanhado por um veterinário (Foto: reprodução)

A veterinária explica que, embora o HIV pertença à mesma família de vírus que o FIV, os dois vírus infectam espécies diferentes. “O HIV infecta apenas humanos e o FIV infecta apenas os gatos. Não há risco de infecção cruzada entre os vírus da imunodeficiência de gatos e pessoas”, desmistifica.

Porém, a transmissão entre gatos acontece e é preciso entender como isso acontece. De acordo com a profissional, o vírus pode ser adquirido pela saliva ou pelo sangue, de algumas formas:

  • quando os gatos não são castrados, eles podem adquirir a infecção ao cruzarem
  • por meio de mordeduras e arranhaduras profundas durante uma briga
  • entre mães e filhotes pelo contato direto da amamentação ou via transplacentária

“Gatos machos não castrados, com acesso à rua, ou que vivem em abrigos ou locais de alta aglomeração de felinos (onde não haja controle) têm mais chance de se tornarem FIV”, alerta a médica-veterinária Vanice Allemand.

Como se sabe que um gato é FIV?

O diagnóstico da FIV é feito, como conta Vanice, por meio de exames de sangue que detectam anticorpos contra o vírus. “O teste rápido se chama ELISA (Enzyme-linked Immunosorbent Assay). Um resultado positivo no teste significa que o gato produziu anticorpos e é provável que ele tenha sido e ainda esteja infectado pelo vírus”, indica.

O resultado, no entanto, nem sempre é definitivo:

  • Filhotes nascidos de uma mãe infectada podem receber anticorpos maternos pelo leite, causando um resultado de falso positivo no teste. Por isso, se apresentarem resultado positivo antes de completarem quatro meses de idade, os gatinhos devem ser testados novamente aos seis meses, quando os anticorpos maternos já terão desaparecido.
  • Pode levar até oito semanas para que um gato desenvolva anticorpos contra a FIV. Portanto, um felino que tenha sido infectado recentemente pode apresentar um falso resultado negativo.
  • Se um gato for diagnosticado como positivo no teste ELISA, os resultados devem ser confirmados por meio de um novo teste ou pelo envio de amostra de sangue para PCR. Se esse for o caso do seu gato, consulte um veterinário para saber como e quando levar o seu gatinho para refazer o teste.

Veterinária explica que ser positivo para FIV não é o mesmo que ter a síndrome da imunodeficiência adquirida dos gatos (Foto: reprodução)

O gato FIV pode conviver com outros gatos?

Dificilmente, segundo a veterinária, a FIV é transmitida pelo compartilhamento de potes de comida, de água e caixas de areia. Mas, como o risco não é inexistente, a convivência entre animais infectados e não infectados não é recomendada. “No caso dos gatinhos positivos para FIV, eles podem conviver com outros felinos soropositivos tranquilamente. Se o seu gato não é testado, o ideal é que ele não seja colocado junto com outros gatos”, orienta.

Os gatos positivos para FIV têm uma resposta imunológica reduzida. Assim, eles têm maior dificuldade de se recuperar de algumas doenças e ficam sujeitos a infecções secundárias oportunistas. “As doenças das quais um gato normalmente se curaria, podem ser um problema ou se tornarem crônicas, como enterite, gengivite, dermatites, doenças respiratórias e encefalite”, declara.

Mas ter FIV não é uma sentença!

“A boa notícia é que o gatinho FIV positivo pode ter uma vida normal e bem longeva. Ter o vírus não significa que ele vai morrer logo ou transmitir doenças para as pessoas. Pelo contrário, tendo os cuidados necessários e acompanhamento veterinário, ele vai encher sua vida de amor por muitos e muitos anos”. 

Vale destacar que, no Brasil, ainda não existe vacina para a aids felina. A melhor forma de prevenir a doença é levar o gato para fazer o teste antes de ser misturado a outros felinos da casa, além de garantir que ele não tenha acesso à rua. 

Fonte: Pet Care, adaptado pela equipe Cães e Gatos VET FOOD.

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