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    VETERINÁRIOS DEVEM TER PREPARO TÉCNICO E EMOCIONAL EM DESASTRES

    VETERINÁRIOS DEVEM TER PREPARO TÉCNICO E EMOCIONAL EM DESASTRES Área requer inteligência e capacitação para atendimento a diferentes espécies

    VETERINÁRIOS DEVEM TER PREPARO TÉCNICO E EMOCIONAL EM DESASTRES
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    8 de agosto de 2019
    Última atualização: 25/11/2020 - 13:37

    Área requer inteligência e capacitação para atendimento a diferentes espécies

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    Os últimos desastres brasileiros, como os que atingiram as cidades de Brumadinho e Mariana (MG), evidenciaram a importância dos profissionais da Medicina Veterinária de Desastres. Em contextos como incêndios de grandes proporções; deslizamentos de terra; enchentes; rompimentos de barragens de rejeitos e desastres naturais (a exemplo de tornados e tempestades), os médicos-veterinários atuam, principalmente, no resgate e atendimento clínico e cirúrgico de animais. 

    Os profissionais também podem desempenhar atividades no campo da segurança alimentar da população atingida, no controle de pragas e no planejamento de ações, em trabalhos integrados a equipes de diversos outros setores envolvidos no atendimento a regiões atingidas, o que mostra o perfil interdisciplinar da Medicina Veterinária de Desastres. 

    Preparo técnico e emocional. “É uma área com forte viés humanitário. Por isso, requer motivação social”, argumenta o palestrante do tema na 3ª Semana do Médico-Veterinário, Arthur Augusto Tavares do Nascimento, que coordenou, ao lado das profissionais Carla Sassi e Ana Liz, a Brigada Animal responsável pelo atendimento de 400 animais em Brumadinho.

    A história de Nascimento nesse campo teve início em 2011, quando atuou na região de Nova Friburgo (RJ), que registrou graves deslizamentos de terra naquele ano, e na Chapada dos Veadeiros (GO), onde aconteceram incêndios de proporções alarmantes. 

    De acordo com ele, as variadas situações com as quais os profissionais se deparam nessas ocorrências exigem preparo e capacitação contínua para o atendimento de emergência a diferentes espécies da fauna brasileiras. “Além disso, é preciso inteligência emocional, pois não são fáceis as realidades com as quais temos que lidar”, enfatiza Nascimento, referindo-se aos contextos extremos de crises, envolvendo pessoas mortas, desaparecidos e desabrigados. 

    Segundo Nascimento, a lida com as vítimas humanas e animais não se separam. “Atuamos sob o reflexo das circunstâncias e sofrimento de todos”, diz o médico-veterinário, que em sua atuação em Mariana (MG), ouviu de uma mulher: “Encontre minha neta. Ela é do tamanho de um cachorro”. 

    Oportunidades. Atualmente contratado de uma prestadora de serviço para realizar o monitoramento sistêmico de fauna nas áreas atingidas pelos rejeitos da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho, Nascimento considera que essa área de atuação expandiu o campo do voluntariado. “Com o ocorrido em MG, a tendência é que o setor privado passe a demandar mais médicos-veterinários para integrarem equipes multidisciplinares”, comenta. 

    Na opinião do profissional, o importante trabalho desempenhado em Brumadinho e Mariana também abriu caminho para uma maior valorização da classe médica-veterinária por parte da sociedade e das empresas. 

    Fonte: CRMV-SP, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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