A 6ª edição do EloVetDay reuniu 188 participantes em São Paulo e colocou em pauta não apenas os desafios atuais da Medicina Veterinária, mas também as transformações na gestão e nos negócios do setor.
Segundo o idealizador e CEO da EloVetNet, Fabiano de Granville Ponce, essa foi a melhor edição já realizada.
“Esse não é uma opinião interna e sim um feedback praticamente unânime dos participantes, palestrantes e patrocinadores. Reunimos 188 pessoas ao longo do dia e o que mais nos chamou atenção foi a permanência do público. Em um evento de quinze horas, as pessoas ficaram. Isso diz mais sobre a qualidade do encontro do que qualquer número isolado”, afirma.
Gestão e negócios ganham espaço
A programação desta edição buscou equilibrar discussões estratégicas e questões práticas da rotina empresarial.
Para Ponce, quatro tendências se destacaram entre os debates:
- As transações desceram de patamar: não se discute mais só a venda de grandes hospitais. A movimentação real hoje está nas operações pequenas e médias e o gestor do negócio precisa de informação e de acesso a compradores que ele não tem;
- A profissionalização da gestão financeira deixou de ser opcional: meios de pagamento, criptomoedas e rastreabilidade fiscal deixaram de ser assuntos unicamente dos bancos e se tornaram importantes para as clínicas veterinárias;
- A alta complexidade mudou de equação: o procedimento de alto ticket só se sustenta com estrutura multidisciplinar por trás, e isso reorganiza o negócio inteiro;
- Formação profissional: o tema entrou em pauta de forma definitiva com a discussão do Exame de Proficiência.
Inclusive, o Exame de Proficiência esteve no centro das discussões durante o evento e encerrou a programação em um painel mediado por Fabiano, com a participação de André Zoppa, diretor do Hospital Veterinário da FMVZ-USP, Aline Zoppa, diretora das Clínicas Veterinárias da Anhembi Morumbi, e Fábio Cabar, professor de Medicina Humana da USP e também graduado em Direito pela instituição.
Conexões como estratégia profissional
A construção de relacionamentos esteve no centro da proposta do EloVetDay. Na avaliação do organizador, o setor veterinário tradicionalmente concentra sua formação na excelência técnica, mas dedica menos espaço à construção de redes profissionais.
O evento também aproximou profissionais de diferentes áreas, incluindo consultores, gestores, donos de ativos, executivos da indústria e distribuição, investidores, pesquisadores e professores. A diversidade de perfis, segundo Ponce, permite cruzar diferentes perspectivas e construir discussões que dificilmente aconteceriam de forma isolada.
“O mercado pet no Brasil tem mudado muito e muito rápido. Tecnologia, consolidação e planos de saúde chegaram para ficar. Por isso, saber gestão não é mais um diferencial, é obrigação. Entender as tendências permite que o gestor seja pró ativo na tomada de decisões e se antecipe a essas mudanças”, destaca.

Nova fase da EloVetNet
A edição marcou o lançamento de uma nova fase da EloVetNet, com a apresentação de seis frentes de atuação.
Entre elas estão plataformas voltadas a fusões e aquisições (M&A) de clínicas e petshops de pequeno e médio portes, educação, conexão entre empregados e empregadores por geolocalização e apoio a profissionais interessados em abrir uma clínica do zero.
Também foram anunciados o EloVetCast, podcast da rede, uma parceria com a Panacea, plataforma de educação com certificação reconhecida na Europa, além dos planos para a realização de edições regionais do EloVetDay e a previsão de internacionalização do evento em 2028.
“Nos corredores vimos três percepções diferentes e muito positivas. A primeira: o EloVetDay é o único encontro que consegue reunir todos os players do mercado pet no mesmo lugar, com esse nível de senioridade. A segunda: não se faz nada sozinho. E a terceira foram elogios direto à curadoria por juntar tantos assuntos relevantes no mercado atualmente”, finaliza Ponce.

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