O Simpósio Dor e Comportamento 2025, evento presencial realizado nos dias 18 e 19 de outubro, em São Paulo, abriu a sua programação de palestras com a MV MSc Ana Luisa Lopes, abordando comportamentos que podem ser dor.
Para iniciar a discussão, a profissional trouxe alguns efeitos da dor no comportamento dos animais.
Dentre eles, foram citados agressividade, temperamento variável, impulsividade, agitação ou inquietação, destruição quando sozinho, medo sem motivo aparente e posse de recursos, principalmente com potes de água.
No entanto, até mesmo a ansiedade de separação e a carência podem ser sinais de dor nos cães e gatos.
“Muitas vezes, a carência em excesso pode ser uma forma do animal buscar pelo seu porto seguro, que é o tutor, quando está sentindo dor”, relata.
Além disso, o famoso “star gazing”, que consiste no ato de perseguir insetos ou objetos invisíveis, também possui uma explicação científica. Ana comenta que alguns animais fazem isso por conta de refluxo esofágico.
Dor é uma experiência subjetiva
A médica-veterinária pontua que dor é uma experiência subjetiva. Logo, não se manifesta da mesma forma em todos os animais.
Por isso, é fundamental que os profissionais avaliem seus pacientes como um todo e não apenas levando em consideração sinais clínicos específicos de determinadas doenças.
Outro ponto destacado por Lopes é que para entender dor é preciso saber diferenciar a dor nociceptiva, neuropática e nociplástica.
Dessa forma, é possível compreender que mecanismos diversos requerem tratamentos diferentes.
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