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Alexandre Rossi dá dicas para promover o bem-estar dos pets que vivem em apartamentos

Segundo profissional, o animal também pode ser feliz em ambientes com metragem menor

O processo de urbanização traduz a busca das pessoas por oportunidades onde elas acontecem, resultando em transformações constantes nas grandes cidades. Como lógica universal das metrópoles, é natural que os terrenos para novas construções se tornem mais escassos e acelere a verticalização, principalmente em bairros centrais. Tal fato, somado a aspectos comportamentais, de segurança e custo de vida nas cidades, tornam as unidades de moradia mais compactas, práticas e racionais. As taxas de natalidade caem e, em vez de filhos, as famílias agregam animais de estimação, cujo bem-estar já é fator relevante, senão determinante, para a definição da busca por um apartamento.

Neste contexto, os “pais de pets” ganham cada vez mais espaço na sociedade. Mas, ainda existe o pensamento de que o convívio para os animais é mais difícil em apartamentos, fazendo com que adaptações ao novo lar e à rotina do animal e seu dono sejam decisivos para torná-lo mais agradável.

Para o zootecnista, veterinário e mestre em psicologia fundador da empresa Cão Cidadão, Alexandre Rossi, é possível viver bem com o animal em apartamentos mais compactos. “O entretenimento dentro de casa, com brinquedos e arranhadores, por exemplo, é fundamental para a rotina dos cães e gatos. No caso dos cachorros, ainda é possível associar as brincadeiras a passeios três ou quatro vezes por dia, para que eles gastem bastante energia”, comenta Alexandre, também conhecido como Dr. Pet.

O tamanho do animal também faz diferença para a metragem do ambiente. “Normalmente, cachorros grandes têm mais restrição nas brincadeiras em espaços menores, então precisam de mais atividades fora de casa. Nesse momento, o ideal é proporcionar diferentes estímulos para eles: olfativos, visuais e sociais. Apenas brincar de bolinha dentro do apartamento pode não ser suficiente”, explica. Para os gatos, o ambiente pode ser moldado com atrativos específicos, até mesmo de forma caseira, com tubos de PVC e corda enrolada. “Os felinos gostam de lugares altos e, principalmente, das janelas. Por isso, é de suma importância que elas sejam protegidas com rede, até mesmo a varanda. Isso evita que eles caiam ou pulem intencionalmente”, indica.

Cachorros grandes têm mais restrição nas brincadeiras em espaços menores, então precisam de mais atividades fora de casa (Foto: reprodução)

Nos condomínios

Com a forte onda dos pets como parte da família, os condomínios já surgem preparados com espaços para recebê-los. O engenheiro civil e CEO da Vila 11, Ricardo Laham, comenta que as empresas do setor imobiliário precisaram se adaptar ao boom do setor pet, que impactou diversas frentes do mercado e a rotina dos brasileiros. “Percebemos que ao menos 50% de nossos moradores possuem animais de estimação, sendo os cães a maioria. Neste contexto, espaços como o Pet Place passaram a ser essenciais para atender à rotina dessas famílias, oferecendo comodidade e segurança”, comenta Laham.

“É essencial que o ambiente ofereça toda a infraestrutura necessária aos animais, como espaço para brincadeiras e atividades físicas. E não basta prover um espaço em um local determinado do prédio, é questão fundamental tratar da saúde e da segurança. Cuidados como portões de contenção para evitar fugas, porta-saquinho para recolher as necessidades, bebedouros higiênicos, drenagem específica e cuidado com as espécies vegetais”, observa o engenheiro. “Além disso, os espaços precisam contemplar o apoio aos donos, seja com mobiliário externo adequado e Wi-Fi disponíveis para dar ao morador a opção de trabalhar e interagir com os vizinhos ou relaxar enquanto seu pet se distrai”, completa o CEO da Vila 11.

Outra tendência dos condomínios é oferecer um espaço próprio para o banho dos pets. “Observamos que alguns tutores preferem dar banho no pet em casa e acabavam fazendo dentro do box do banheiro. Como algumas raças soltam bastante pelo, alguns moradores se queixavam do entupimento do ralo do box. Notamos a necessidade de criar um espaço específico para o banho dos pets dentro do condomínio e adotamos o aprendizado para os empreendimentos que estão por vir também”, conta Laham.

Cuidados nos espaços compartilhados

Para Alexandre Rossi, os tutores precisam ficar alertas para alguns pontos quando se trata dos Pet Places. “Cada animal tem seu comportamento individual, por isso, não recomendo que o dono chegue no espaço e, simplesmente, solte seu pet. No convívio entre eles, é comum ter estranhamentos, brigas ou um deixar o outro mais amedrontado. Alguns cães também são mais antissociais que outros, nesse caso, a dica é frequentar em horários mais vazios”, orienta.

Descer para avaliar o local sem o cachorro é outro ponto muito importante. “É essencial entender se há espaço para que o animal fuja, como entre o vão das grades ou por cima, no caso daqueles que costumam escalar. Ter comporta é fundamental para promover a segurança, diminuindo o risco de que o animal saia do espaço. Além disso, prestar atenção nos cachorros que já estão lá antes de soltar o seu”, exemplifica.

Convivência com a vizinhança

Antes de oficialmente se mudar para o apartamento, a primeira coisa a fazer para quem quer ter um pet é ficar atento às regras do condomínio e evitar problemas com os vizinhos e com outros animais de diferentes tamanhos, características ou espécies. Respeitar horários, limites de barulho e os ambientes que eles podem frequentar são fundamentais. “Geralmente, áreas como churrasqueira, piscina, co-working, lavanderia e academia são ambientes mais restritos para os bichos, pensando justamente na proteção e prevenção de acidentes”, finaliza Laham.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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