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Ansiedade em pets pode se manifestar em diversos sintomas e tutores devem estar atentos

Veterinária aponta os principais sinais e o tratamento para o problema

No mundo animal, ela também existe e os tutores precisam se atentar, já que existem alguns sinais que podem indicar problemas. O tutor do pet deve entender que cada animal tem sua própria personalidade, então os sintomas podem variar, afirma a veterinária Livia Romeiro da Vet Quality Centro Veterinário 24h. Por isso, a importância de destacar os sintomas mais frequentes, onde o tutor pode identificar essas crises e qual é o tratamento adequado.

Sintomas da ansiedade em cães

Existe uma grande lista de sintomas que o tutor do pet pode usar para identificar ansiedade em cães. O comportamento agressivo é um deles, como destacado pela profissional. “Se em algum momento da vida o cão era mais calmo e receptivo e, de repente, ficou mais bravo, é preciso ligar o alerta”, afirma Livia. Os cães ansiosos, de acordo com ela, podem começar a não lidar bem com visitas, porque ele está mais estressado. Outras atitudes que colocam o cachorro nessa categoria são os rosnados, a ameaça de mordidas e as mordidas.

Geralmente, os cães mais ansiosos apresentam um comportamento mais acelerado, o que pode resultar em um convívio mais difícil. “O cachorro com esse comportamento não para de querer chamar a atenção do seu dono, está sempre pegando objetos ou destruindo os móveis da casa. Choramingos e latidos em excesso também entram nessa lista”, explica.

Comportamento compulsivo está na lista de sinais da ansiedade em cães, mais precisamente, comportamentos mais anormais ou repetitivos, justamente pelo estresse que o distúrbio causa no pet. Morder os dedos, as unhas ou lamber em excesso as patas são alguns sinais de comportamento compulsivo. Rosnados sem motivos aparentes, andar em círculos, perseguir muito a cauda e comer móveis da casa também entram na lista”, elenca a profissional.

Os cães mais ansiosos apresentam um comportamento mais acelerado, o que pode resultar em um convívio mais difícil (Foto: reprodução)

Ansiedade de separação

Essa condição é determinada pelo pânico que se manifesta em alguns comportamentos como: destrutivo (arranhar portas, paredes, janelas, consumo de plantas); latidos constantes; em casos mais complicados, o cão pode chegar a ter comportamentos de automutilação; frequência cardíaca e respiratória mais alta. “Isso é decorrente da falta de costume do pet estar sozinho, já que em casos de férias e home office, o pet cria um laço mais dependente com o tutor. Quando ele se vê mais sozinho, os choros também se tornam mais frequentes”, revela Livia.

Os cães mais sensíveis e ansiosos podem ter medo de absolutamente tudo. Barulhos, objetos e até medo dos próprios donos se tornam frequentes. “Isso é um resultado do excesso de estresse e da ansiedade. O tutor deve estar atento ao seu amigo de quatro patas para não provocar mais medo nele, já que esse comportamento pode ser confundido com teimosia”, discorre a veterinária adicionando que fazer as necessidades fora do lugar correto também um sinal de alerta.

Quais as causas da ansiedade?

Assim como nos humanos, o transtorno de ansiedade é um distúrbio de comportamento que pode ocorrer por diversos motivos, sendo eles: distância dos seus tutores; medo; insegurança. 

“Se não tratado, esse distúrbio pode evoluir para a depressão, além de uma baixa na imunidade do pet caso ele não se alimente adequadamente quando o dono está fora de casa.

O estresse também pode ser outro fator, além de mexer com o emocional do cão, pode gerar outros problemas no organismo. Alguns veterinários afirmam que uma das causas da ansiedade em cães pode estar ligada à forma de como o pet é criado, já que os animais podem criar um laço de dependência com o tutor”, menciona.

Já em relação ao tratamento de quadros de ansiedade, os tutores precisam entender que os seus animais de estimação precisam de cuidados e carinhos para ter uma vida saudável.

“Mesmo que a ajuda de um profissional seja indispensável para tratar da ansiedade, inserir algumas práticas no dia a dia do animal de estimação podem fazer uma grande diferença, hábitos como por exemplo: criar uma rotina de caminhadas/passeios; separar um tempo para brincadeiras; oferecer uma boa dieta”, recomenda.

Outro ponto importante ressaltado pela veterinária Livia Romeiro é evitar colocar o animal em situações de medo ou que possam ativar uma crise de ansiedade. Portanto, não force o pet a brincar com outro animal ou a ficar perto de barulhos que o incomodam, pois assim você o coloca em uma situação que pode afetar sua saúde mental.

Não deixe de consultar um profissional

Mesmo com essas atitudes presentes na rotina do animal de estimação, a visita a um hospital veterinário também é indispensável. Em alguns casos, o tratamento vai necessitar de medicações que só podem ser prescritas por um profissional da área.

Além disso, assim como os humanos, o tratamento psicológico também poderá ser indicado para o pet.

“Lembre-se de sempre prestar atenção no animal de estimação e nas suas necessidades. Carinho e amor são a chave para uma vida mais feliz e saudável para o pet”, finaliza.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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