Nas últimas semanas não apenas os alemães, como o mundo todo, se viu comovido com a história de Timmy, uma baleia-jubarte que estava encalhada no Mar Báltico desde o dia 23 de março e foi resgatada em 2 maio através de uma grande operação.
A baleia tinha cerca de 10 metros e pesava 12 toneladas, o que requereu um transporte especial para conseguir levá-la do local onde estava até o oceano Atlântico. O problema é que desde o próprio dia 2 de maio não há sinais no rastreador ou de imagem, o que pode indicar que o animal morreu, uma possibilidade já levantada por especialistas.
Segundo biólogos, a possibilidade é que a baleia já estava debilitado antes de entrar no Mar Báltico, visto que haviam restos de cordas e redes de pesca em sua boca e a pele tinha alterações compatíveis com a exposição prolongada a águas menos salgadas do que as do oceano.
Resgate envolveu polêmicas
Diante de diversas evidências, um painel de especialistas da Comissão Internacional da Baleia (IWC) recomendou que o animal fosse mantido úmido e deixado em paz, sem novas tentativas de resgate. Para eles, essa era a medida mais humana e responsável possível.
No entanto, moradores locais contestaram essa indicação, assim como autoridades e uma iniciativa privada financiada pelos bilionários Karin Walter-Mommert e Walter Gunz. Com apoio do secretário estadual do Meio Ambiente da Alemanha, Till Backhaus, foi autorizada uma operação para transportar Timmy por mais de 400 quilômetros até o Mar do Norte.
O resgate ganhou ampla repercussão e milhares de pessoas acompanharam as tentativas ao vivo pela internet, enquanto o caso provocava forte debate entre defensores da intervenção e especialistas, que consideravam o processo um prolongamento desnecessário do sofrimento do animal.

O que aconteceu depois?
Após o resgate, Timmy foi liberado no estreito de Skagerrak, entre Dinamarca, Noruega e Suécia, e a cena foi recebida com euforia nas redes sociais. Para acompanhar o animal, foi instalado um transmissor por satélite que registrou cerca de 25 sinais, mas nenhum dado de localização.
O problema é que esse tipo de dispositivo não mede sinais vitais, o que impede confirmar se o animal está vivo, e há críticas quanto ao modelo, que não é o mais indicado para essa forma de uso, existindo outras alternativas mais precisas, que fornecem a posição de GPS e o comportamento de mergulho do animal.
Segundo o Museu Oceanográfico Alemão, considera-se “altamente provável” que Timmy tenha morrido, visto que o mamífero estava extremamente enfraquecido e talvez não tivesse força suficiente para nadar por longos períodos em águas profundas.
Até o momento não há nenhuma confirmação ou negação do óbito do animal, mas todas as evidências recaem para essa possibilidade.
Estima-se que toda a operação tenha custado 1,5 milhão de euros, o que equivale a cerca de R$ 8,6 milhões. Mesmo com boas intenções, o resgate acende um alerta sobre os limites da intervenção humana em casos de animais silvestres gravemente debilitados.
Fonte: R7, adaptado pela equipe Cães&Gatos.
FAQ sobre a baleia Timmy
Quem é a baleia Timmy?
Timmy é uma baleia-jubarte que encalhou no Mar Báltico no dia 23 de março e foi resgatada em 2 maio através de uma grande operação.
Por que o resgate do animal foi criticado?
De acordo com especialistas, o animal já tinha sinais de debilidade e a operação poderia gerar ainda mais desconforto e problemas de saúde à ele. A recomendação era que a baleia fosse mantida úmida e deixada em paz para morrer.
Por que acredita-se que Timmy morreu?
Essa hipótese surgiu devido a falta de dados do rastreador e de imagens de drone após a soltura do animal.

