Os bancos de sangue veterinários do Distrito Federal enfrentam uma crise preocupante devido à escassez de cães e gatos doadores. O baixo estoque de bolsas coloca em risco a vida de animais que necessitam de transfusões de urgência para tratar atropelamentos, cirurgias complexas ou doenças graves, como a “doença do carrapato”.
A falta de informação dos responsáveis sobre a existência e a importância do procedimento é apontada por médicos-veterinários como o principal motivo para o desabastecimento crônico na região.
Quais são os requisitos para um pet ser doador?
Para reverter esse cenário, clínicas e hospitais do DF fazem campanhas para atrair voluntários. No entanto, o procedimento exige critérios rígidos de saúde para garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor.
Cães precisam ter peso mínimo de 25 kg, idade entre 1 e 7 anos, temperamento dócil e estar com a vacinação em dia. Para os gatos, o peso mínimo exigido é de 4 kg, além de exames negativos para doenças como a FIV e a FeLV (imunodeficiência e leucemia felina).

Benefícios e segurança no processo de doação
Muitos donos deixam de levar seus animais por medo de que o processo cause dor ou fraqueza. Veterinários explicam que o volume coletado é calculado com base no peso do pet e o organismo do bicho repõe o sangue rapidamente.
Como incentivo, os bancos de sangue costumam oferecer um “check-up” gratuito para os voluntários, que inclui exames de sangue completos e testes de doenças infecciosas a cada doação realizada.
Fonte: Metrópoles, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

