Opções
Publicidade
Marketing e Produtos

Boehringer Ingelheim amplia linha Purevax® e reforça vacinação personalizada para gatos no Brasil

Coletiva de imprensa destacou novos lançamentos, avanço da prevenção e importância de protocolos individualizados na rotina clínica

Boehringer Ingelheim amplia linha Purevax® e reforça vacinação personalizada para gatos no Brasil
Por Melissa Marques
30 de abril de 2026

A Boehringer Ingelheim apresentou, durante coletiva de imprensa realizada no dia 30 de abril, a ampliação da linha Purevax® com duas novas vacinas voltadas à proteção de gatos: a versão tríplice (RCP), que protege contra rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia felina, e a quádrupla (RCP-CH), que além dessas três doenças também inclui a proteção contra a clamidiose felina.

O lançamento reforça o posicionamento da companhia em prevenção e medicina personalizada dentro da saúde felina.

A abertura institucional foi conduzida por Bianca Cadah, gerente de marketing de pets da empresa, que contextualizou a atuação global da companhia e o cenário brasileiro. 

“Estamos presentes em mais de 100 países, com mais de 54 mil colaboradores e 25 centros de pesquisa e desenvolvimento voltados para a saúde humana e animal”, destacou.

Segundo ela, o Brasil ocupa papel estratégico, com 70 anos de atuação e a maior fábrica de saúde animal do mundo localizada em Paulínia (SP), responsável por abastecer mais de 100 países.

“A saúde animal e a saúde humana estão profundamente conectadas. A gente acredita que quando os animais são mais saudáveis, as pessoas também são”, afirmou.

Crescimento da população felina impulsiona demanda por prevenção

Durante a coletiva, foi ressaltado que o Brasil possui a terceira maior população de gatos do mundo. Desde a pandemia, a adoção de felinos cresceu mais de 6%, superando o avanço registrado entre cães.

Esse movimento, segundo a Boehringer Ingelheim, reflete uma mudança de comportamento das famílias e amplia a necessidade de soluções preventivas mais específicas.

“A ampliação do portfólio vem, justamente, para oferecer mais possibilidades de prevenção, respeitando o perfil e o estilo de vida de cada gato”, explicou Bianca.

Linha Purevax® aposta em tecnologia e conforto na aplicação

Apresentada como a linha mais completa de vacinas felinas do Brasil, Purevax® também é, segundo a companhia, a mais vendida globalmente. Entre os diferenciais estão a ausência de adjuvantes e o volume reduzido de aplicação.

“A linha é a única 100% isenta de adjuvantes e também a única no mercado brasileiro que contém apenas meio ml”, explicou Juliana Goldschmidt, gerente de Biológicos da Boehringer Ingelheim.

De acordo com ela, o menor volume contribui diretamente para a experiência do gato durante a vacinação. 

“Quando ele vai sentir o que está acontecendo, a vacinação acabou”, relatou.

Outro destaque é a tecnologia recombinante, que permite maior segurança e proteção ampliada, especialmente em doenças relevantes no país.

Além disso, a vacina oferece proteção de até três anos contra algumas doenças, após o reforço anual inicial.

Boehringer Ingelheim amplia linha Purevax® e reforça vacinação personalizada para gatos no Brasil
Linha Purevax® possui tecnologia de última geração para imunização de felinos (Foto: Divulgação)

Protocolo deve ser definido de forma individualizada

Um dos principais pontos reforçados durante o evento foi a necessidade de personalização dos protocolos vacinais.

“A gente não tem uma vacina que vai se adequar melhor para todos os gatos. Existe a mais adequada para cada perfil de paciente”, pontuou a Juliana.

Fatores como idade, ambiente, estilo de vida e exposição a outros animais devem ser considerados na decisão clínica.

“A escolha não é sobre mais ou menos proteção, é sobre a proteção na medida certa para cada gato”, completou.

Baixa adesão à vacinação ainda é desafio no Brasil

O médico-veterinário especialista em Medicina Felina, Archivaldo Reche Junior, chamou atenção para a baixa frequência de gatos em consultas e, consequentemente, na vacinação.

“Muitos responsáveis ainda têm a ideia de que a única vacina que o gato precisa tomar é a antirrábica”, alertou.

Ele também destacou que a percepção de estresse durante o transporte até a clínica contribui para a baixa adesão.

Estilo de vida define frequência e tipo de vacinação

O especialista reforçou que a decisão sobre quais vacinas aplicar e com qual frequência deve considerar o contexto de vida do animal.

“Se o gato pertence ao grupo de risco, ele recebe a vacina. Se não pertence, ele não recebe”, explicou.

Mesmo gatos que vivem exclusivamente dentro de casa podem estar expostos a doenças em determinadas situações.

“A frequência dessas aplicações também depende do estilo de vida. Não pode ser um protocolo único para todo mundo”, ressaltou.

Leucemia felina segue como uma das principais preocupações

A leucemia felina (FeLV) foi destacada como uma das doenças mais relevantes no Brasil, especialmente devido à baixa cobertura vacinal.

“É uma doença muito grave, que compromete a expectativa e a qualidade de vida do gato”, afirmou.

Segundo o especialista, cerca de 40% dos gatos no Brasil podem estar infectados.

“A prevenção está aí. Hoje temos vacinas eficazes, mas ainda falta informação e adesão”, enfatizou.

Prevenção como estratégia e acompanhamento contínuo

Ao final da coletiva, a companhia reforçou que o foco em prevenção está diretamente ligado ao conceito de saúde única.

“A gente entende que é através da prevenção que conseguiremos levar maior qualidade de vida para os animais, porque não é só levar mais tempo de vida, mas é levar um tempo com qualidade”, destacou Juliana.

Ela ainda complementou: “Sabemos que a maior parte das doenças poderiam ser prevenidas. Ao proteger os animais, também estamos protegendo as pessoas”, acrescentou.

Outro ponto importante foi o esclarecimento sobre a duração da imunização.

“O protocolo tem que ser reavaliado ano a ano. Você precisa avaliar o estilo de vida do animal para definir como dar continuidade à vacinação”, explicou Archivaldo.

No evento também foi reforçado que a vacinação antirrábica permanece obrigatória no Brasil.

“Tem doenças que uma vez que o gato adoece, ele vai morrer. Não há tratamento. Então, a prevenção é a nossa mais importante ferramenta”, concluiu.

LEIA TAMBÉM:

Boehringer Ingelheim mantém crescimento no Brasil e reforça liderança em Saúde Animal