O cão Pretinho, resgatado pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) durante um incêndio criminoso em um barraco na região de Taguatinga, passou por nova avaliação veterinária que confirmou a gravidade de seus ferimentos.
O animal sofreu queimaduras em cerca de 55% do corpo, além de lesões graves em pernas, orelhas e na região genital, que exigirão procedimentos cirúrgicos complexos para a sua recuperação.
Segundo o Instituto Patas Acolhidas, instituição que assumiu a responsabilidade pelo tratamento do animal, Pretinho passará por intervenções de enucleação, cirurgia voltada para a remoção cirúrgica de um dos olhos, e castração preventiva devido às queimaduras nos testículos.
Os exames também diagnosticaram um quadro de anemia, condição associada às condições de vida anteriores do cão.
Ação policial, prisão de suspeita e disputa pela guarda
O resgate ocorreu no sábado quando policiais do Batalhão de Policiamento Rural ouviram o latido do animal preso na estrutura em chamas. Os militares abriram uma passagem para retirar o cachorro, que correu em chamas pelo local antes de receber os primeiros socorros da equipe.
Uma mulher de 41 anos foi presa em flagrante pela PMDF sob a suspeita de ter provocado o incêndio por vingança contra o responsável do animal, um homem em situação de rua. A mulher alegou que o homem havia incendiado seu barraco anteriormente. A ocorrência foi registrada na 21ª Delegacia de Polícia de Taguatinga.
A PMDF custeou o atendimento emergencial inicial e pretendia disponibilizar o cão para adoção ao término do tratamento. No entanto, o responsável requereu formalmente a guarda do animal e declarou o desejo de mantê-lo assim que a reabilitação for concluída.

Protocolos de urgência em queimaduras graves na medicina veterinária
O tratamento de lesões causadas por queimaduras em cães exige internação contínua, antibioticoterapia, controle rigoroso de dor e curativos específicos para cicatrização dos tecidos. Em casos de comprometimento ocular e genital extremo, o protocolo cirúrgico elimina focos de infecção para preservar a estabilidade hemodinâmica do paciente.
O caso do cão Pretinho reforça a urgência na aplicação de sanções legais contra crimes de maus-tratos e Incêndio Majorado, enquanto organizações protetoras mobilizam esforços para garantir a reabilitação física do cão.
Fonte: Metrópoles, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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